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1º de maio em Aracaju terá protesto contra a falta de água e a escala 6×1

(Foto: Paulo Ribeiro)

Centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos e representantes do movimento estudantil realizam nesta quinta-feira, 1º de maio, em Aracaju, o tradicional ato público em alusão ao Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora. A concentração está marcada para as 8h, na Praça José Andrade Góis, no bairro 18 do Forte. De lá, os participantes seguirão em caminhada na chamada Marcha da Classe Trabalhadora, com destino ao Bairro Industrial.

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma das principais pautas deste ano será a crise no abastecimento de água em Sergipe, especialmente após a privatização parcial da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). A entidade afirma que mais de 900 mil sergipanos têm enfrentado constantes problemas de desabastecimento e atribui a situação à redução das equipes de manutenção e à mudança no modelo de gestão após a concessão.

“Água é um bem essencial à vida e não pode ser tratada como mercadoria. Por isso, a luta contra a privatização da água em Sergipe não poderia deixar de estar presente nas reivindicações do Dia Internacional do Trabalhador, pois é a classe trabalhadora que está sofrendo diariamente com este problema”, destacou a entidade por meio de nota oficial em seu site.

Além da questão da água, os organizadores também defendem a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 sem redução salarial. Segundo a CUT, a proposta busca garantir mais qualidade de vida para os trabalhadores e permitir maior dedicação à família e a outras atividades fora do ambiente profissional.

“É preciso que os trabalhadores e trabalhadoras tenham vida além do trabalho para se dedicar a outras atividades e até mesmo às suas famílias. É totalmente possível trabalhar em uma escala 5×2 sem que haja uma quebra na economia”, afirmou a entidade em outro trexho da nota.

O enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio também está entre as pautas do ato, reforçando, segundo a entidade, que a luta da classe trabalhadora também passa pela defesa de direitos sociais e pela pauta feminista.

“Neste 1º de maio, a classe trabalhadora ocupa as ruas pela redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, sem redução de salários, pelo enfrentamento à pejotização, pelo fortalecimento das negociações coletivas e pela regulamentação do trabalho por aplicativos”, finalizou a entidade.

Com informações da CUT/SE

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