Por Barroso Guimarães
O diretor de Atendimento Socioeducativo da Fundação Renascer, Cleber Pinto, fez um balanço das principais ações desenvolvidas pela instituição ao longo de 2025, destacando o fortalecimento do quadro funcional, o protagonismo juvenil e os avanços nas políticas de acolhimento e reinserção social de adolescentes em conflito com a lei. A entrevista foi concedida ao jornalista Barroso Guimarães, durante o programa Hora da Notícia, na Aperipê FM.
Segundo Cleber Pinto, a Fundação Renascer tem como missão ressignificar a vida dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, oferecendo acesso à educação, saúde, esporte e qualificação profissional. Todos os internos estão matriculados em escolas públicas, por meio de parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), e participam de cursos profissionalizantes promovidos por instituições como Senac, Senai, Fundate e secretarias estaduais e municipais de Trabalho.
O dirigente destacou também as novas parcerias firmadas ao longo da atual gestão, sob a presidência do capitão Samuel, entre elas o convênio com a Secretaria de Segurança Pública que permite à Fundação emitir a nova carteira de identidade para os socioeducandos, o acordo com a Secretaria de Saúde de Nossa Senhora do Socorro para atendimento odontológico e psicológico, além da adesão ao , PNAISARI, programa nacional voltado à saúde de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas — que Sergipe não assinava havia mais de 20 anos.
Outro ponto importante citado por Cleber foi a reformulação do estatuto da Fundação, que estava sem atualização desde 1984, e a realização de concurso público para agentes e técnicos socioeducativos, reforçando o quadro profissional da instituição. Ele também anunciou a inauguração, ainda em dezembro, da Casa Residencial Semiliberdade, na Rua Estância, modelo inspirado no conceito “CASA”, preconizado pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), que busca proporcionar um ambiente mais humanizado e voltado à convivência familiar e educacional.
A Fundação também tem desenvolvido o Programa Pós-Medida, voltado ao acompanhamento de jovens egressos por até um ano após o término da medida, incluindo visitas às famílias e apoio à reinserção social. Esse acompanhamento, segundo Cleber, tem mostrado resultados positivos: há ex-internos trabalhando na própria instituição, como o caso de um jovem atualmente atuando no setor de Tecnologia da Informação.
Participando de seminários regionais e nacionais, Sergipe vem se destacando nas discussões sobre a política socioeducativa no país. O estado, segundo Cleber, tem servido de referência para outras unidades da federação, trocando experiências com estados como Ceará, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.
Ao final da entrevista, Cleber Pinto destacou a importância da compreensão e do apoio da sociedade às políticas de socioeducação. “Esses adolescentes estão em formação, e a Fundação oferece uma nova possibilidade de vida. A comunidade precisa entender que a socioeducação transforma, resgata e devolve cidadãos à sociedade com dignidade e perspectiva de futuro”, afirmou.