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Novo Complexo Materno-Infantil em SE terá 234 leitos e alta complexidade

O prazo de conclusão da construção da unidade é em 2028 (Foto: Ascom/Governo de Sergipe)

O governador Fábio Mitidieri assinou, nesta terça-feira, 30, a execução dos projetos básicos para a construção do Complexo Materno-Infantil Nossa Senhora de Lourdes, um investimento de R$ 140 milhões para a estrutura, mais R$ 80 milhões em equipamentos, totalizando R$ 220 milhões aplicados. A obra, que será gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), representa mais um relevante investimento estruturante na Saúde Pública de Sergipe, consolidando uma nova etapa no cuidado integral à mulher, à gestante, ao recém-nascido e à criança, com vistas ao fortalecimento do vínculo familiar.

Mitidieri recordou que a maternidade foi inaugurada em 2006, em caráter provisório, à época, mas acabou alongando a permanência de seu formato. “Mais um momento histórico para a Saúde de Sergipe. Autorizamos, hoje, a construção de uma nova Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. A atual unidade foi fundada há quase 20 anos de forma temporária e será substituída por uma nova, de alta complexidade, com investimento total de R$ 220 milhões e prazo de conclusão em 2028”, declarou, acrescentando que o instrumento contará com 234 leitos, 48% a mais que a atual unidade.

O secretário de Estado da Saúde, Cláudio Mitidieri, ressaltou que o projeto foi concebido para responder a demandas históricas da população sergipana, especialmente no atendimento à gestação de alto risco, reunindo em um único espaço assistência especializada, tecnologia de ponta e um modelo de cuidado centrado na humanização e na segurança do paciente. “O projeto visa reduzir a mortalidade infantil e materna. A nova maternidade, que manterá o nome original, substituirá uma maternidade antiga e precária, construída há 20 anos como solução temporária”, frisou.

Mais do que uma maternidade, o novo equipamento de saúde tem o propósito de funcionar como um centro de referência estadual em atenção materno-infantil, ampliando a capacidade assistencial da rede pública e qualificando o cuidado desde o pré-natal de alto risco até o acompanhamento do recém-nascido após a alta hospitalar, como frisou a secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri. “Só temos gratidão e celebração por essas iniciativas voltadas à primeira infância em Sergipe, que já começa na gestação. Agradeço ao apoio do Estado, da SES e de outros envolvidos em programas como o Mãe Sergipana, por exemplo, que cuidam de gestantes e bebês. Esta nova maternidade é uma conquista de todos nós”, parabenizou, destacando que a iniciativa fortalece políticas públicas voltadas à redução da mortalidade materna e neonatal, um dos principais indicadores de qualidade da assistência em saúde.

Contratação

A construção do Complexo Materno-Infantil será realizada por meio de Licitação Pública Internacional (LPI), considerando a dimensão, a complexidade técnica e o elevado padrão de qualidade exigido para o empreendimento. O valor estimado do investimento é de R$ 220 milhões, com financiamento composto por recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Programa de Aceleração do Crescimento PAC do Governo Federal, da Caixa Econômica Federal e do Governo do Estado de Sergipe.

Dono e fundador da Construtora Celi, empresa ganhadora da licitação, o empresário Luciano Barreto falou da expectativa para a construção de mais um empreendimento para Sergipe. “Tanto Aracaju quanto o interior, em todas as regiões que você for, tem uma obra do Governo do Estado. São obras grandes, que atendem diretamente os mais humildes. Tenho que parabenizar o governador. Vencemos a licitação do Hospital do Câncer e entregamos, mas nossa obrigação é terminar uma obra e já pensar na próxima. É importante que o Estado invista, e que seja por meio de contratação de créditos, também, porque as condições que os estados tomam esses empréstimos são vantajosas e sabemos que esses valores serão investidos em obras públicas. Não são endividamentos, como alguns desinformados criticam. São investimentos importantíssimo para a população”, defendeu.

Estrutura

O Complexo contará com uma estrutura hospitalar moderna e dimensionada para atender casos de média e alta complexidade, garantindo retaguarda assistencial adequada para situações críticas. Estão previstos 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Materna, voltados ao cuidado de gestantes e puérperas que necessitam de monitoramento intensivo, além de 40 leitos de UTI Neonatal, destinados ao atendimento de recém-nascidos prematuros ou com condições clínicas que exigem cuidados especializados.

A unidade também disporá de 40 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Convencional e 20 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Canguru, promovendo um cuidado progressivo, que respeita o desenvolvimento do recém-nascido e fortalece o vínculo entre mãe e bebê, alinhado às boas práticas de humanização do parto e do nascimento.

O Complexo contará, também, com um Banco de Leite Humano, fundamental para a promoção do aleitamento materno, apoio às mães e garantia de nutrição adequada aos recém-nascidos internados, além de um ambulatório multiprofissional, Ambulatório de Seguimento, voltado ao acompanhamento dos bebês egressos das unidades intensivas, assegurando continuidade do cuidado após a alta hospitalar.

O projeto prevê a aquisição e a implantação de equipamentos médico-hospitalares de última geração, compatíveis com os mais elevados padrões de qualidade e segurança. Entre os recursos previstos estão sistemas avançados de monitoramento materno e neonatal, equipamentos de suporte à vida, tecnologias para diagnóstico por imagem, aparelhos cirúrgicos e anestésicos modernos, além de dispositivos específicos para controle de infecção e biossegurança.

A incorporação dessas tecnologias permitirá maior precisão diagnóstica, resposta mais rápida às intercorrências clínicas e melhores desfechos assistenciais, contribuindo para a redução de complicações e óbitos evitáveis. A modernização da infraestrutura também favorecerá condições adequadas de trabalho para os profissionais de saúde, impactando positivamente na qualidade do atendimento prestado.

Fonte: ASN

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