O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado neste sábado (3) e retirado do país após um ataque de grande escala dos Estados Unidos a Caracas, deixando um cenário de incerteza na região — e para suas enormes reservas de petróleo.
A Venezuela possui mais petróleo do que o Iraque: detém cerca de 303 bilhões de barris do óleo bruto — aproximadamente um quinto das reservas globais, segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA). Esse volume de petróleo terá um papel central no futuro do país.
Os contratos futuros não são negociados nos fins de semana, portanto, o impacto a curto prazo sobre o preço do petróleo é, em parte, uma incógnita ainda.
Mesmo assim, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão administrar o governo venezuelano por enquanto.
“Isso tem potencial para ser um evento histórico”, disse Phil Flynn, analista sênior de mercado da Price Futures Group. “O regime de Maduro e Hugo Chávez basicamente saqueou a indústria petrolífera venezuelana.”
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a ação americana na Venezuela foi encerrada após a captura de Maduro.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, é integrante do regime socialista que assumiu o controle do país em 1999 e, caso ela assuma o poder, como reivindicou no próprio sábado (3), pouca coisa pode mudar no curto prazo.
Trump, de qualquer forma, disse à Fox News que não queria ninguém governando o país que continuasse seguindo os passos de Maduro.
R7