A Campanha Janeiro Roxo tem por finalidade alertar a população sobre a prevenção da hanseníase, uma doença crônica causada por uma bactéria e com 20 mil novos casos registrados anualmente no Brasil. Sergipe ocupa a 9ª posição entre os estados brasileiros que mais identificaram novas ocorrências. A Lei nº 8965/22 aprovada na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), de autoria do então deputado Dr. Samuel Carvalho, trata da concientização. mobilização e combate à enfermidade durante todo esse mês.
De acordo com a legislação, o último domingo do mês de janeiro deve ser dedicado à campanha Janeiro Roxo e designado como Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase, devendo ser incluido no Calendário Oficial de Eventos do Estado. “A campanha deve ter como símbolo um pequeno laço de cor roxa, sendo anualmente incentivada a iluminação ou decoração voluntária da parte externa de prédios, públicos ou privados, com luzes ou faixas na cor roxa. Durante o mês de janeiro, o Poder Executivo Estadual pode, em parceria com a iniciativa privada e entidades civis, realizar ações educativas de conscientização, mobilização e combate à hanseníase”, informa o texto da lei.
Segundo informações de matéria publicada no site do Governo de Sergipe, a referência técnica do Programa Estadual de Controle da Hanseníase da Secretaria de Estado da Saúde (SES) Fátima Dias destaca que Sergipe não é considerado um estado hiperendêmico, mas apresenta uma elevada taxa de detecção de novos casos da doença em 2024. “Com esse índice, o território sergipano ocupou a nona posição entre os estados brasileiros que mais identificaram novas ocorrências da enfermidade no ano anterior”, ressaltou.
Hanseníase
A doença também conhecida como lepra é infecciosa. Causada pela bactéria mycobacterium leprae, afeta principalmente a pela e os nervos, causando manchas, dormência e perda de sensibilidade, mas apresenta cura com o tratamento que é gratuito e pode ser feito nas unidades de saúde. A transmissão acontece por meio de gotículas de saliva de pessoas infectadas e não tratadas.
Os sintomas comuns são manchas avermelhadas ou amarronzadas na pele com alteração de sensibilidade ao toque, calor ou frio; formigamento, fisgadas ou fraqueza nas mãos e pés, ressecamento da pele, queda de pelos e suor em áreas afetadas.; além de carços no corpo.
A transmissão acontece por meio de contato próximo e prolongado com gotículas de saliva de uma pessoa doente que não está em tratamento. A doença não é transmitida por abraços, beijos ou toque casual e o diagnóstico é feitopor exame clínico e testes sorológicos.
Foto: Divulgação Secretaria de Estado da Saúde