Por Barroso Guimarães
O gerente-geral da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) de Sergipe, Renato Sarruf, concedeu entrevista ao jornalista Barroso Guimarães, no programa A Hora da Notícia, da Aperipê FM 106,1, destacando os avanços e impactos econômicos da retomada das operações da unidade localizada em Laranjeiras. A fábrica, administrada pela Petrobras, voltou a produzir amônia no fim de dezembro de 2025 e ureia no início de janeiro de 2026, marcando um importante passo para a produção nacional de fertilizantes.
Sarruf ressaltou que a reativação da planta, paralisada por vários anos, exigiu um trabalho intenso de manutenção e adequação técnica em curto prazo. “Entre 16 de outubro, quando a Petrobras reassumiu a unidade, e o início da produção de amônia, foi um esforço conjunto de dezenas de profissionais para garantir um processo seguro e eficiente”, explicou.
Com capacidade de produção de 1.800 toneladas de ureia por dia, o equivalente a 7% do mercado nacional, a Fafen Sergipe contribui diretamente para reduzir a dependência brasileira da importação de fertilizantes, um insumo essencial ao agronegócio. Segundo o gerente, essa produção ajuda a estabilizar custos e minimizar os impactos de variações cambiais e crises internacionais, beneficiando tanto o produtor rural quanto o consumidor final.
A unidade já gera 600 empregos diretos e cerca de 2 mil indiretos, fortalecendo a economia da região. Além dos postos de trabalho, a movimentação econômica beneficia setores como comércio, hotelaria, alimentação e transporte. “É um ciclo virtuoso. A renda circula no município, impulsionando obras, consumo e novos investimentos”, destacou Sarruf.
A produção de fertilizantes também tem impacto em outros segmentos da economia, como indústrias químicas, têxteis, de tintas e de papel e celulose. O processo produtivo utiliza o gás natural como principal matéria-prima, inserindo-se na estratégia da Petrobras de agregar valor à produção nacional de gás ao destiná-lo à fabricação de insumos industriais.
Sarruf informou ainda que a estatal prevê investimentos de aproximadamente R$ 140 milhões em 2026 para ampliar e consolidar a operação da fábrica. “A Petrobras acredita no potencial industrial de Sergipe e tem compromisso com o desenvolvimento local, geração de renda e segurança produtiva. A Fafen é um ativo estratégico para o Brasil”, afirmou.