Barroso Guimarães
Os dois primeiros jogos do Sergipe no Campeonato Sergipano de 2026 já acenderam o sinal de alerta no Batistão. O empate fora de casa em 2 a 2 contra o América, na estreia, pode até ser considerado aceitável pelo contexto da partida, mas a igualdade em 1 a 1 com o Guarany, diante da própria torcida, deixou evidente que o time ainda está distante do que o torcedor espera. Mais do que os resultados, o que incomodou foi o desempenho em campo, marcado pela falta de intensidade, pouca criatividade e erros repetidos ao longo do jogo.
O Sergipe teve a oportunidade de se impor como mandante, abriu o placar logo no início, mas não soube aproveitar o momento favorável. Com o passar do tempo, a equipe perdeu rendimento, deu espaço ao adversário e voltou a apresentar dificuldades que já haviam sido vistas na temporada passada. Alguns jogadores contratados para serem solução ainda não corresponderam, o que aumenta a impaciência da arquibancada e gera desconfiança em relação ao planejamento do futebol.
A sensação é de repetição de um velho roteiro. Em 2025, o Sergipe também começou o estadual de forma irregular, acumulou tropeços, terminou apenas na sétima colocação e pagou caro por isso, ficando sem calendário nacional e fora das principais competições em 2026. O torcedor teme que a história esteja se desenhando novamente, principalmente pela falta de evolução coletiva dentro de campo.
Ainda é início de campeonato, mas o Campeonato Sergipano é curto e não permite muitos erros. Se o Sergipe quiser mudar esse cenário, precisa reagir rápido, corrigir falhas, cobrar mais entrega e, principalmente, fazer valer o mando de campo. Caso contrário, o risco de mais uma temporada frustrante deixa de ser apenas um temor e passa a ser uma realidade cada vez mais próxima.