Por Barroso Guimarães
Apesar de anos marcados por gestões desastrosas, decisões equivocadas e crises administrativas, o Corinthians segue provando que sua força vai muito além dos gabinetes. Dentro de campo, mesmo contrariando boa parte da imprensa paulista e enfrentando limitações financeiras e estruturais, o clube consegue se reinventar e competir. Isso, por si só, já diz muito sobre o tamanho da instituição.
O mais impressionante é que, mesmo mal administrado, o Corinthians mantém um faturamento superior a R$ 1 bilhão por ano, atrai patrocinadores milionários e mobiliza cifras que superam o orçamento mensal de muitas prefeituras brasileiras. Poucos clubes no mundo sustentam esse nível de força econômica em meio a tantas turbulências. Imagine, portanto, onde esse clube poderia estar se fosse gerido com profissionalismo, transparência e planejamento de longo prazo.
Os sinais recentes indicam uma tentativa de mudança de rota. A reorganização financeira, o pagamento de dívidas e a superação de entraves como o transfer ban mostram um esforço para recuperar credibilidade. A chegada de profissionais com maior reconhecimento no mercado também aponta para um novo critério na condução do futebol, especialmente nas contratações, agora mais alinhadas à realidade financeira do clube.
O Corinthians precisa, urgentemente, retomar o status de clube confiável, aquele em que jogadores sonhavam em vestir a camisa não apenas pela paixão da torcida, mas pela segurança institucional. Apesar de escândalos, corrupção e desvios que mancharam sua história recente, a marca Corinthians permanece sólida, viva e poderosa. Essa força não se explica apenas por títulos, mas por identidade, massa popular e relevância nacional.
Se a gestão finalmente caminhar na mesma direção da grandeza da marca, o Corinthians tem tudo para voltar a ocupar o lugar que sua história e sua torcida sempre exigiram.