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Paralisação do governo dos EUA impacta resultados da Marriott no 4º trimestre de 2025

Unsplash/Jonathan Kemper

A companhia informou que o impacto foi concentrado principalmente nos hotéis das categorias midscale e de serviços selecionados

A paralisação parcial do governo dos Estados Unidos – que suspendeu temporariamente atividades e viagens oficiais por falta de acordo orçamentário no Congresso – afetou o desempenho da Marriott International no quarto trimestre de 2025.

Segundo apuração da Travel Weekly, a interrupção das viagens governamentais contribuiu para que a rede registrasse crescimento zero da receita por quarto disponível (RevPAR) nos Estados Unidos e no Canadá no período.

Durante a teleconferência de resultados, o CEO Anthony Capuano afirmou que o RevPAR do segmento de lazer cresceu 2% e o de grupos avançou 1%. No entanto, esses resultados foram compensados por uma queda de 3% no segmento de viagens corporativas individuais, impactado principalmente pela redução das viagens do governo.

De acordo com Capuano, o RevPAR do segmento governamental caiu mais de 30% durante os 43 dias de paralisação. Posteriormente, a retração foi reduzida para cerca de 15% no acumulado do ano. A diretora financeira da companhia, Leeny Oberg, informou que o impacto foi concentrado principalmente nos hotéis das categorias midscale e de serviços selecionados.

Cenário global

No cenário global, o RevPAR do quarto trimestre registrou alta de 1,9%, impulsionado por crescimento de 6,1% no desempenho das unidades fora dos EUA. No acumulado do ano, o RevPAR de lazer avançou 3%, o de grupos cresceu 2% e o segmento corporativo individual permaneceu estável.

Entre as categorias, o RevPAR do segmento de luxo subiu 6% no ano, enquanto os hotéis de serviços selecionados apresentaram queda de 0,3%. Segundo Capuano, cerca de 10% dos quartos da rede estão no segmento de luxo.

No quarto trimestre, a Marriott registrou EBITDA ajustado de US$ 1,40 bilhão, ante US$ 1,29 bilhão no mesmo período do ano anterior. A receita somou US$ 6,69 bilhões, frente a US$ 6,43 bilhões um ano antes. Para 2026, a empresa projeta crescimento global do RevPAR entre 1,5% e 2,5%.

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