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CPI do Crime Organizado retoma trabalhos e amplia investigações sobre Banco Master – RO Acontece

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal retoma os trabalhos após o recesso parlamentar com uma agenda robusta e foco no aprofundamento das investigações sobre estruturas financeiras suspeitas de ligação com organizações criminosas. A reunião deliberativa está prevista para a próxima semana, com votação de novos requerimentos e oitivas estratégicas.

Relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB/SE) afirmou que a comissão entra em uma nova fase, com reforço nas diligências e ampliação do escopo investigativo. “O objetivo é esclarecer a possível utilização de instituições e operações financeiras para ocultar recursos de origem ilícita. Vamos avançar com responsabilidade e firmeza”, destacou.

Entre os principais alvos está o Banco Master, cujo controlador, Daniel Vorcaro, é citado em investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo no âmbito da Operação Carbono Oculto. As apurações indicam a suspeita de utilização de estruturas financeiras para lavagem de dinheiro, uso de empresas de fachada e triangulações envolvendo operadores do mercado.

A comissão deve analisar requerimentos que incluem pedidos de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) ao Coaf, quebras de sigilo bancário e fiscal, além de convocações de executivos e ex-dirigentes ligados à instituição financeira.

Outro ponto da pauta é a oitiva do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como “TH Jóias”. Ele foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de envolvimento em operações relacionadas ao crime organizado, incluindo intermediação na compra e venda ilegal de armas.

De acordo com o relator, o depoimento poderá contribuir para esclarecer como atividades empresariais formais podem ser utilizadas como fachada para a movimentação de recursos ilícitos. “A CPI busca mapear o caminho do dinheiro e identificar os mecanismos de infiltração do crime organizado na economia formal”, afirmou Alessandro Vieira.

A nova etapa da CPI também prevê o aprofundamento de investigações sobre eventuais conexões societárias e financeiras entre fundos de investimento, empreendimentos privados e pessoas físicas sob investigação.

Instalada para apurar a atuação de organizações criminosas e seus mecanismos de financiamento, a CPI do Crime Organizado entra, segundo o relator, em um momento decisivo. “Após o recesso, retomamos com foco total. O Senado precisa dar respostas concretas à sociedade no enfrentamento ao crime organizado e à lavagem de dinheiro”, concluiu.

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