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TurisMall debate Mice, Turismo americano e luxo neste segundo dia no Rio; veja fotos

PANROTAS / Alexandre Campbell

Michael Nagy, curador do TurisMall, Simon Mayle, da ILTM, e Eduardo Gaz, do TTW Group

RIO DE JANEIRO – Quatro plenárias aconteceram nesta sexta-feira (13), segundo dia do TurisMall – Plataforma Multieventos de Turismo, Negócios e Inovação, realizado no Museu do Amanhã, em paralelo a outros eventos. A PANROTAS acompanhou cada uma delas e percorreu a feira.

Veja o álbum de fotos abaixo

Impactos econômicos do setor de eventos no Brasil

PANROTAS / Alexandre Campbell

Josbertini Clementino, da Abeoc Brasil

Josbertini Clementino, da Abeoc Brasil

Dados de uma pesquisa abrangente realizada em todo o Brasil, que coletou informações de cerca de 580 espaços para eventos e 420 empresas organizadoras e fornecedoras do setor, em todos os Estados brasileiros, estão sendo finalizados até abril deste ano para dimensionar o setor de eventos no País e ajudar os profissionais na tomada de decisões.

Esse foi o tema da apresentação de Josbertini Clementino, da Abeoc, que utilizou uma rede de entidades como o Ministério do Trabalho, a Receita Federal e empresas do ramo – num total de 16 organizações – para revelar os números do setor, a força dos eventos associativos e corporativos e fornecer subsídios para a gestão pública e privada.

O número de eventos realizados no Brasil é superior a dez milhões. São considerados eventos as atividades recreativas, sociais, culturais, religiosas, esportivas, institucionais ou promocionais, inclusive formaturas escolares cuja realização tenha caráter eventual, em local determinado, de natureza pública ou privada. Também são considerados espaços com capacidade para mais de 100 pessoas.

A região Sudeste é responsável por 48% desses eventos, seguida pelas regiões Sul e Nordeste, com 18% cada; Centro-Oeste, com 10%; e Norte, com 5%. A participação geral dos eventos no PIB brasileiro, em 2024/2025, foi de 4,6%, com um faturamento de R$ 813,5 bilhões.

Clementino sugere que cada organizador ou promotor de eventos leve esse estudo em mãos quando tiver reuniões com setores público ou privado, para mostrar a geração de empregos e a dimensão que o setor representa. “Esses números precisam estar nas mãos do empresário. O turista de negócios é fundamental para o destino, e o estudo vai reforçar essa importância econômica”, destacou.

A importância do associativismo e a relação com os municípios

PANROTAS / Alexandre Campbell

Enid Câmara, presidente da Abeoc Brasil

Enid Câmara, presidente da Abeoc Brasil

Em um País grande como o Brasil, o desenvolvimento do Turismo e dos eventos depende de conexões, parcerias e de profissionais capazes de alinhar os interesses do setor de eventos aos do poder público e da sociedade.

Enid sustenta a tese de que, por meio dessa correlação de forças que o setor de eventos possui e de uma grande aliança, é possível desenvolver muito mais projetos nos Estados e no País como um todo.

Segundo ela, é preciso que o gestor tenha uma visão estratégica e leve essa pauta para os municípios, onde tudo acontece, gerando cada vez mais força na economia local a partir dos eventos e do Turismo. É nesse contexto que se destaca a importância do associativismo como um grande ecossistema.

Os municípios poderiam tratar os eventos muito mais como uma política pública, estruturando seus calendários e olhando para eles não apenas como festas, mas como grandes oportunidades de desenvolvimento econômico do território. Quando há um estudo e um diagnóstico das competências de um município, torna-se possível realizar um trabalho mais estruturado e de longo prazo.

É aconselhável que o gestor municipal olhe para seu território com a perspectiva do desenvolvimento econômico, construindo alianças e estruturando uma governança com conselhos municipais. O setor público e o setor produtivo precisam caminhar juntos. O Turismo é uma economia de cooperação.

O Brasil tem 5.570 municípios. Segundo o Ministério do Turismo, pelo menos 2,9 mil têm um órgão, uma secretaria voltada para o Turismo ou algum setor dentro de uma secretaria discutindo o tema. Se houvesse políticas públicas nesses municípios e leis que priorizassem eventos, os calendários seriam mais ricos.

Eventos geram oportunidades econômicas, desenvolvimento e emprego rápido. É um dos setores que mais responde à geração de empregos. “Por que não resolver o problema dos eventos por meio de consórcios? Juntando dois ou três municípios? Basta haver vontade política”, afirmou ela.

Ela sugere que os municípios criem projetos de lei com orçamento voltado para Turismo e eventos e que o gestor compreenda que, para desenvolver um calendário de eventos em sua região, pode atuar sozinho ou formar consórcios com dois, três ou quatro municípios.

Impacto do Turismo americano no Brasil e no mundo

PANROTAS / Alexandre Campbell

Terry Dale, presidente e CEO da Ustoa (United States Tour Operators Association)

Terry Dale, presidente e CEO da Ustoa (United States Tour Operators Association)

A Ustoa é uma família composta por 145 operadores turísticos com sede nos Estados Unidos. O que torna essa rede única é o Programa de Assistência ao Viajante de Milhões de Dólares, que exige que cada operador tenha um milhão de dólares como garantia financeira, seja como linha de crédito ou título do Tesouro, funcionando como uma apólice de segurança para os consumidores.

Caso os negócios sejam interrompidos, os clientes podem recorrer ao programa para obter reembolso. Segundo Dale, trata-se de um programa único no mundo. Assim, o turista pode viajar com confiança quando seu pacote é operado por um membro da Ustoa.

Além disso, a organização conta com 750 membros associados, dos quais 13 estão no Brasil. A Ustoa representa uma indústria de 26 bilhões de dólares e transporta cerca de 8,5 milhões de viajantes americanos para os sete continentes. Seus membros associados compram mais de 16 bilhões de dólares em bens e serviços.

“Destes 16 bilhões, quanto o Brasil está recebendo? Não está recebendo o suficiente”, afirmou Dale, acrescentando que a Ustoa pretende ampliar a parceria e fortalecer o relacionamento com o País.

Em 2024 e 2025, cerca de 750 mil viajantes americanos vieram ao Brasil. Os Estados Unidos são o maior emissor de turistas não latino-americanos para o País e também o que mais gasta, tornando-se um mercado extremamente valioso.

Para Dale, é necessário um trabalho conjunto com a Embratur, o Ministério do Turismo e as secretarias regionais para aumentar esse fluxo.

A Ustoa também deixou claro que precisa confiar nos parceiros brasileiros, tendo certeza de que eles entregarão os serviços e experiências esperados por seus clientes. Essa relação se constrói com confiança e tecnologia, que permitem diferentes formas de conexão e colaboração entre as partes.

Tendências do turismo de luxo no mundo

PANROTAS / Alexandre Campbell

Simon Mayle, da ILTM (International Luxury Travel Market)

Simon Mayle, da ILTM (International Luxury Travel Market)

Apaixonado pelo Brasil, Simon Mayle diz se considerar um privilegiado por morar no País e trabalhar na ILTM, além de atuar em um setor que cresce de forma consistente.

O mercado global de Turismo de luxo movimenta cerca de 2,2 trilhões de dólares e cresce entre 6% e 8% ao ano. A previsão é que atinja 4 trilhões de dólares até 2034. Segundo Mayle, o Brasil também vive um momento positivo. O País cresce em média 12% ao ano no consumo de luxo em geral, e o destino Brasil está em alta.

O número de turistas internacionais atingiu o recorde de 9,3 milhões, e a economia do Turismo representa entre 7,7% e 8,1% do PIB, gerando cerca de oito milhões de empregos. No ano passado, a receita do turismo internacional chegou a 7,3 bilhões de dólares.

De acordo com Mayle, o viajante de luxo atualmente prioriza a sustentabilidade na escolha de hotéis e destinos. Ele ressalta que o conceito de luxo também mudou. Não se trata apenas de milionários, mas de pessoas que valorizam profundamente viajar e viver experiências memoráveis e transformadoras. São viajantes que economizam durante anos para realizar uma viagem especial, celebram uma lua de mel ou decidem investir em experiências após a aposentadoria.

“O viajante de luxo de hoje não pertence a um grupo homogêneo. Ele é definido por seus valores”

Simon Mayle, da ILTM

Experiências exclusivas, o luxo de se desconectar por alguns dias, fugir da rotina e reduzir o contato com as redes sociais fazem parte dessa nova lógica do turismo de luxo. Esse viajante busca diversidade, experiências autênticas, bom serviço e contato com a cultura local.

PANROTAS / Alexandre Campbell

Simon Mayle, da ILTM, e Eduardo Gaz, do TTW Group

Simon Mayle, da ILTM, e Eduardo Gaz, do TTW Group

Já segundo Eduardo Gaz, fundador e CEO do TTW Group, o Turismo de luxo deixou de estar associado apenas à ostentação ou ao desperdício. A nova cultura do luxo segue um caminho diferente e está diretamente ligada à autenticidade.

Ele destaca que houve uma grande mudança nas últimas décadas. Antigamente, a viagem era feita para “marcar um ponto no mapa” ou conhecer um hotel específico, sem grande interesse pelo entorno.

Hoje, os viajantes buscam contato com a cultura local em diversos aspectos, seja por meio da gastronomia, da moda ou do convívio com moradores da região. Essa autenticidade, segundo Gaz, é o verdadeiro luxo. E o Brasil está em um caminho muito positivo de crescimento no Turismo, especialmente nesse segmento que valoriza experiências autênticas.

Esse turista chega ao País, contrata um bom guia, frequenta bons restaurantes e consome serviços de qualidade. Com isso, acaba incentivando um padrão mais elevado de atendimento e ajudando a elevar o nível de toda a cadeia turística.

Gaz acredita que o País vive um momento muito favorável para fortalecer o Turismo.

Grandes marcas internacionais de hotéis estão olhando para o Brasil com interesse em expandir seus negócios. A força de marketing dessas redes é enorme, com investimentos de centenas de milhões de dólares em publicidade. Conforme essas marcas chegam ao País, também contribuem para ampliar o reconhecimento do Brasil como destino turístico.

“Estamos vivendo uma oportunidade gigantesca para deixar para trás a síndrome do vira-lata, a ideia de que não somos capazes de receber bem o turista internacional”

Eduardo Gaz, fundador e CEO do TTW Group

Para ele, não devemos ter medo do termo “luxo”. A expressão acabou ganhando uma conotação negativa, mas o Turismo de luxo está diretamente ligado a experiências autênticas e memoráveis — exatamente o que muitos viajantes procuram no Brasil. O País tem potencial para atrair muito mais clientes desse perfil, desde que saiba trabalhar seus diferenciais e investir nesse posicionamento.

Veja fotos deste segundo dia no Turismall:

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