Com foco na inclusão produtiva, geração de renda e trabalho, o Sebrae e o Ministério do Trabalho e Emprego lançaram, nesta segunda-feira (16), o programa Educar e Cooperar, com apoio da Fundação Banco do Brasil e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). A solenidade ocorreu na sede do Sebrae Nacional, em Brasília, durante a programação do 1º Encontro de Dirigentes do Sistema Sebrae.
O programa vai realizar capacitações técnicas, formações e qualificações alinhadas com a política nacional de Economia Popular e Solidária (EPS), contribuindo no fortalecimento dessas iniciativas e na construção de redes produtivas, fundamentadas nos princípios da autogestão, cooperação, sustentabilidade ambiental, participação popular e na valorização das dinâmicas territoriais, respeitando os princípios e valores da Economia Solidária.
A parceria pretende trabalhar em quatro eixos:
- Cursos de curta duração (de 20 a 90 horas);
- Consultorias técnicas e formativas;
- Divulgação e orientação para captação de recursos por meio de editais governamentais e não governamentais e programas de crédito do governo federal;
- Ações para o diagnóstico e apoio ao Cadastro Nacional de Economia Solidária (CADSOL).
O programa pode ser acessado por atores sociais, gestores públicos, empreendimentos econômicos solidários e outros setores da sociedade civil interessados em apoiar, fomentar promover parcerias que visem o desenvolvimento da Economia Popular e Solidária.
A proposta é formar 40 agentes formadores e 3,2 mil multiplicadores, com 16 articuladores de fomento nos territórios. A expectativa é impactar diretamente cerca de 10 mil pessoas e indiretamente, mais de 50 mil.
Novos valores
De acordo com o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, é necessário estimular o modelo econômico comprometido com valores humanistas na sociedade. “A indução da economia solidária traz para todos nós aquilo que mais se precisa numa sociedade como a nossa, que sempre promoveu a acumulação da riqueza com o total esquecimento do ser humano”, enfatizou o presidente do Sebrae Nacional.
Para o secretário de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Gilberto Carvalho, é preciso reconhecer o impacto da economia solidária como um todo, fortalecendo-a não apenas com insumos, mas também qualificação. “É possível comercializar de um modo em que todas as pontas ganham, seja quem produz, quem consome e quem comercializa, quem faz a distribuição, a partir de um consumo diferente, responsável”, frisou.
Na ocasião, o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, destacou que o programa contribui para dar autonomia e emancipação às pessoas. Ele ressaltou a capilaridade do Sistema Sebrae e atuação junto ao poder público local em todo o Brasil, em iniciativas como o Cidade Empreendedora. “Essa parceria faz todo o sentido para o Sebrae que se apresenta como um instrumento de política pública, por meio do empreendedorismo, ao dar às pessoas a oportunidade de transformar suas vidas, suas famílias e suas comunidades”, avaliou o diretor.
Chefe de gabinete da presidência do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares destacou que a construção do programa foi conduzida de forma colaborativa entre os parceiros para garantir os resultados esperados. “A ideia é, justamente, fortalecer a economia popular e solidária formando agentes multiplicadores, desenvolvendo metodologias de gestão e articulação institucional, promovendo inclusão produtiva, a sustentabilidade e a integração com a economia convencional”, explicou.