O Vale do Catimbau, situado entre o Agreste e o Sertão do estado, está no centro de uma estratégia nacional liderada pelo Sebrae para ganhar protagonismo no turismo do país. A iniciativa prevê investimento total de R$ 4 milhões, com recursos que serão aportados pelo Sebrae Nacional e pelo Sebrae Pernambuco para promover melhorias nos pequenos negócios locais e fortalecer o destino, considerado o segundo maior parque arqueológico do Brasil.
O lançamento do projeto está marcado para o dia 26 de março, em Buíque. A iniciativa tem como objetivo ampliar o fluxo de visitantes, gerar renda e consolidar a região entre os principais polos de ecoturismo nacional.
Iremos desenvolver a economia local, tendo os pequenos negócios como protagonistas. O local, um verdadeiro santuário arqueológico, tem um enorme potencial econômico e turístico, e precisa de apoio para ganhar vida. O Sebrae vai trabalhar para estimular os empreendedores da região, desenvolvendo a região e criando oportunidades, renda e inclusão.
Décio Lima, presidente do Sebrae
Para o superintendente do Sebrae Pernambuco, Murilo Guerra, os impactos serão significativos. “Esse lançamento representa um passo importante em um trabalho que o Sebrae desenvolve há mais de 20 anos no Parque Nacional do Catimbau. Com essa iniciativa, e a parceria com outras instituições, acreditamos que o potencial do território será ainda mais fortalecido e se consolidará, pelas suas belezas naturais e culturais, como um importante destino para o ecoturismo no Brasil e no mundo”, destaca.
O evento contará ainda com a presença de representantes do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; prefeitos e secretários dos municípios de Tupanatinga, Ibimirim e Buíque, que integram o Parque, além de Arcoverde, cidade que é considerada porta de entrada para a reserva. Também foram convidados representantes de entidades de turismo e empresários da região.
Ações
As ações do Projeto Nacional Vale do Catimbau iniciam no próximo mês de maio, e a previsão é que sejam executadas até o final de 2027. A proposta é estruturar a reserva a partir de um conjunto de ações integradas, como consultorias especializadas, qualificação em gastronomia e articulação institucional.
Está prevista, ainda, a execução do Programa LIDER, que será desenvolvido com representantes dos municípios que se relacionam com o Parque, reunindo lideranças dos setores público, privado e terceiro setor para criar estratégias de desenvolvimento sustentável e fortalecimento da economia local.
De acordo com a gerente do Sebrae/PE no Agreste Meridional, Amanda Ferreira, para embasar as atividades, será realizado um diagnóstico com todos os atores envolvidos no turismo da região, como comunidades indígenas, quilombolas e de moradores, artesãos e associações.
Haverá ainda consultorias para desenvolvimento dos empreendimentos locais para recepção de turistas e qualificações em gastronomia, com a participação de especialistas do Instituto César Santos, que incluirão ações como reformulação de cardápios, melhoria de serviços e gestão.
Atuação do Sebrae
O Sebrae/PE atua no Parque Nacional do Catimbau há mais de 20 anos, através da sua Unidade Agreste Meridional, localizada em Garanhuns. Entre as iniciativas já desenvolvidas, estão projetos de apoio ao fortalecimento da infraestrutura do turismo e à qualificação dos profissionais envolvidos, como guias turísticos, artesãos e proprietários de hotéis, restaurantes e pousadas.
Entre 2024 e 2025, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), foi realizado o projeto “Desenvolvimento do Potencial Econômico do Vale do Catimbau”, que contou com cursos de guia turístico, de inglês e de espanhol, além de consultorias em marketing turístico, atendimento ao turista, e governança. O investimento beneficiou todo o trade turístico do Catimbau com ações gratuitas para este público.
Vale do Catimbau
Localizado a cerca de 280 km do Recife, o Parque Nacional do Catimbau, conhecido como Vale do Catimbau, tem aproximadamente 62,3 mil hectares e foi instituído pelo Decreto de 13 de dezembro de 2002. Seu principal objetivo é preservar ecossistemas e belezas naturais ímpares, permitindo pesquisas científicas, educação ambiental e ecoturismo. O Parque também é reconhecido como um dos mais importantes conjuntos de sítios arqueológicos do país.