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Tia de empresário assassinado em Aracaju é presa como mandante do crime

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) registrou a prisão da mandante de um homicídio ocorrido no início de janeiro deste ano, nas proximidades de uma academia, na Zona Sul de Aracaju. Ela, que é tia da vítima por parte de mãe, se apresentou à polícia após o avanço das investigações, que já haviam resultado na prisão do executor do crime. A prisão ocorreu nesta sexta-feira (10).

De acordo com o delegado Mário Leony, após a prisão do executor, que é irmão por parte de pai da vítima, as investigações foram aprofundadas, com apoio da Divisão de Inteligência da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística. “Essa integração foi fundamental para que conseguíssemos avançar na elucidação do caso”, destacou.

Ainda conforme o delegado, as diligências comprovaram a participação direta de uma familiar da vítima na condição de mandante do crime. “Ficou comprovada a participação da tia da vítima por parte de mãe. Ela tinha acesso à rotina e à movimentação da vítima e repassava essas informações ao executor, de forma atualizada”, explicou.

A motivação do crime, segundo a investigação, está relacionada a interesses patrimoniais e também a questões de ordem pessoal. “Havia interesse dos investigados em assumir o controle do patrimônio da família, que estava sob responsabilidade da vítima, especialmente após o adoecimento de familiares. Com a morte, eles teriam caminho aberto para gerir esses bens”, detalhou Mário Leony.

Thiago de Carvalho Novaes, foi morto a tiros em Aracaju — Foto: Arquivo pessoal

O delegado também apontou um componente passional. “Além da motivação financeira, identificamos indícios de motivação passional, uma vez que a vítima mantinha relacionamento com a ex-companheira do executor, o que pode ter contribuído para a decisão criminosa”, acrescentou.

Ainda conforme o DHPP, o crime foi premeditado. “As provas indicam que o homicídio vinha sendo planejado desde dezembro do ano passado. Nos celulares dos investigados, encontramos conversas que demonstram a cumplicidade entre eles, muitas vezes utilizando códigos para tratar do crime”, afirmou o delegado.

Também, na investigação, foram encontrados elementos que reforçam a materialidade delitiva. “No aparelho do executor, há registros fotográficos da arma de fogo utilizada no crime, o que fortalece o conjunto probatório”, informou.

Os investigados foram indiciados por homicídio duplamente qualificado. “Trata-se de um crime qualificado, inclusive pela impossibilidade de defesa da vítima, que foi executada sem qualquer chance de reação”, ressaltou.

A suspeita que se apresentou à polícia será submetida à audiência de custódia e deverá permanecer à disposição do Poder Judiciário.

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Fonte: SSP/SE

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