dicas para criar plano de ação

PANROTAS / Filip Calixto

Reunião do TMG de abril debateu reforma tributária

Aprovada após décadas de debate, a reforma tributária começa a sair do papel e já mobiliza diferentes setores da economia. Promulgada por meio da Emenda Constitucional 132, a medida prevê a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por um novo modelo baseado na CBS e no IBS, com início de implementação em 2026 e transição até 2033.

Embora tenha como objetivo simplificar o sistema e aumentar a transparência, os impactos não serão iguais entre os setores – e o Turismo está entre os que devem sentir mudanças relevantes. No caso das viagens corporativas, que envolvem uma cadeia complexa de serviços, os efeitos podem trazer desafios operacionais e financeiros importantes.

Em reunião do TMG realizada nesta sexta-feira (10), no Radisson Red Ibirapuera, em São Paulo, o objetivo foi justamente esclarecer todas essas mudanças e impactos na função do gestor de viagens. Isso porque, em pesquisa realizada com os membros, os respondentes demonstraram ter muito pouco conhecimento da reforma tributária, com 72% das respostas indicando pouco ou nenhum entendimento, enquanto ninguém se mostrou familiarizado com o assunto.

“Quando a gente vê que não domina o assunto, percebemos que não sabemos onde a reforma tributária vai nos pegar. Ao mesmo tempo, existe a sensação de que estamos bem encaminhados, de que, mesmo sem conhecer a fundo, alguém na empresa sabe e vai cuidar disso por nós. Mas será que dá para confiar tudo para alguém?”

Ronaldo Linares, da Accenture, um dos conselheiros do TMG

O que os gestores de viagens devem saber

Para dar um norte aos travel manares sobre os próximos passos da reforma tributária e como ela afeta a função, os contratos e o dia a dia deste profissional, o grupo chamou a diretora nacional de Vendas da Atlantica, Priscila Pereira, e diretor de Controladoria da rede, Fabio Espin, que estão à frente do tema há dois anos, entendendo como o novo sistema afetará não somente a hotelaria, mas todos os elos da cadeia de viagens.

Em uma apresentação cheia de dados e informações detalhadas, os executivos deram um panorama do que acontecerá até 2033, quando a reforma tributária entrar de fato em vigor, e como as empresas – incluindo os gestores de viagens – devem se preparar até lá.

PANROTAS / Filip Calixto

Priscila Pereira, da Atlantica

Priscila Pereira, da Atlantica

“Esse ano de 2026 é muito decisivo. Muitas empresas com as quais conversávamos no ano passado preferiram esperar para ver como tudo iria se desenrolar, mas não dá mais para adiar. É preciso agir agora. Aos poucos, já vemos grandes players da cadeia entendendo o que está acontecendo e mudando de posição”, diz Priscila.

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“A ideia é que vocês levem isso para dentro de casa, dividam com o time, para não sofrer tanto lá na frente. Fizemos um rascunho no começo de como gostaríamos de enxergar cada área e vimos que impacta todo mundo: primeiro vendas, depois compras, em seguida TI e também o jurídico, porque é preciso repensar os contratos daqui para frente”, complementa Espin.

PANROTAS / Filip Calixto

Fabio Espin, da Atlantica

Fabio Espin, da Atlantica

Dicas para os gestores de viagens

A seguir, veja cinco dicas para o gestor implementar seu plano de ação ainda em 2026:

1. Mapear gastos

  • Mapear o gasto completo e tentar separar por tipo (hotelaria, aéreo, locação de carro, fee da agência etc.);
    • Objetivo 1: Mapa de crédito por categoria;
    • Objetivo 2: Identificar onde haverá crédito e onde não haverá.

2. Revisar cadastro

  • É preciso mapear também o cadastro fiscal de todos os fornecedores para tomar crédito;
  • Dados de CNPJ, CNAE etc.

3. Revisar contratos 2026

  • Renegociar cláusulas com hotéis, aéreas, TMCs, locadoras, agências de eventos;
  • Incluir nos contratos:
    • Separação fee x repasse;
    • Regra de créditos;
    • Base tributável;
    • Obrigação documental.

4. Revisar sistemas

ERP + Expense + OBT + BI

Fazer a pergunta crítica: seu sistema consegue segregar:

  • Hospedagem;
  • Fee;
  • Intermediação;
  • Reembolso;
  • Evento;

→ Se não, há alto risco fiscal.

5. Criar força tarefa interna

Com os seguintes times envolvidos:

  • Travel;
  • Procurement;
  • Tecnologia;
  • Tax;
  • Financeiro;
  • Fiscal;
  • Jurídico.

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