O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa a pagar nesta sexta-feira (24) a primeira parcela do 13º salário antecipado aos aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios.
Serão beneficiados 35,2 milhões de segurados que têm direito ao abono natalino. Segundo o governo federal, a antecipação do pagamento deve injetar R$ 78,2 bilhões na economia.
O pagamento de 50% da gratificação natalina virá com o benefício deste mês, que será pago de hoje até o dia 8 de maio (veja calendário abaixo). A segunda parcela sairá com o calendário de maio, que vai de 25 de maio a 8 de junho.
Os primeiros beneficiados são os que têm cartão com final 1 (dígito antes do traço) e recebem um salário mínimo (R$ 1.621). Para quem ganha acima do piso nacional, os créditos serão feitos de 4 a 8 de maio, a começar pelos segurados que têm final de matrícula 1 e 6.
Essa primeira parte do pagamento do abono vem sem descontos, como o do Imposto de Renda, por exemplo. O tributo, previsto para aqueles que pagam o imposto, é recolhido apenas na segunda parcela.
Para verificar a data de pagamento, o segurado deve verificar o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador que aparece depois do traço. Por exemplo, se o número do benefício for 0108-4, o dígito final a ser considerado é o 8.
Para consultar o número do cartão do benefício, acesse o site ou aplicativo Meu INSS, e clique no serviço “extrato de pagamento”. Também é possível obter a informação pelo telefone 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
O valor é proporcional ao tempo de concessão do benefício para aqueles que começaram a receber a partir de fevereiro deste ano.
Calendário de pagamento
Quem ganha até um salário mínimo:
- Final 1: 24 de abril
- Final 2: 27 de abril
- Final 3: 28 de abril
- Final 4: 29 de abril
- Final 5: 30 de abril
- Final 6: 4 de maio
- Final 7: 5 de maio
- Final 8: 6 de maio
- Final 9: 7 de maio
- Final 0: 8 de maio
Quem ganha acima do piso nacional:
- Finais 1 e 6: 4 de maio
- Finais 2 e 7: 5 de maio
- Finais 3 e 8: 6 de maio
- Finais 4 e 9: 7 de maio
- Finais 5 e 0: 8 de maio
Quem tem direito
Têm direito ao abono os segurados e dependentes da Previdência Social que recebem auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão.
Por lei, não têm direito aqueles que recebem benefícios assistenciais. Por isso, o número de benefícios com o 13º salário é menor que o número total de benefícios pagos pelo INSS.
O piso nacional atual de R$ 1.621 é o valor mínimo para aposentadorias, pensões por morte e auxílios-doença em 2025. Já o teto do INSS, que estabelece o valor máximo de qualquer benefício pago pelo instituto, é de R$ 8.475,55.
Como consultar o valor?
Para verificar o valor da primeira parcela do 13º salário:
- Acesse o aplicativo ou site Meu INSS
- Faça login com CPF e senha
- Clique em “Extrato de pagamento”
- Consulte o detalhamento do benefício
Como usar o 13º antecipado?
Para Renan Diego, consultor financeiro, o abono não representa um ganho extra, mas sim a antecipação de um valor que já faria parte do orçamento ao longo do ano.
“Por isso, a principal orientação é evitar decisões impulsivas e utilizar esse recurso de forma estratégica, priorizando a organização da vida financeira e a construção de segurança no longo prazo”, orienta Diego.
Veja a seguir as dicas do consultor financeiro:
O ideal é pagar dívidas ou investir?
- A primeira análise que deve ser feita é a existência de dívidas.
- Caso o aposentado possua débitos com juros elevados, como cartão de crédito ou cheque especial, a recomendação é clara: a quitação dessas dívidas deve ser prioridade absoluta.
- Isso porque os juros dessas modalidades costumam ser muito superiores a qualquer rendimento de investimento no curto prazo.
- Em outras palavras, eliminar uma dívida cara é, na prática, o melhor “investimento” possível, pois reduz perdas financeiras imediatas e melhora a saúde financeira como um todo.
Oportunidade para fazer uma reserva
- O 13º antecipado pode ser uma excelente oportunidade para fortalecer a estrutura financeira.
- Nesse caso, o ideal é direcionar parte do valor para a formação ou reforço de uma reserva de segurança e, na sequência, buscar alternativas que gerem renda passiva.
- Para aposentados e pensionistas, esse ponto é especialmente relevante, já que a previsibilidade de renda é um fator essencial.
- Investimentos que proporcionem fluxo recorrente, como ativos de renda fixa ou aqueles que pagam dividendos, podem contribuir para complementar a renda mensal de forma consistente.
Conclusão
O ponto central é a mudança de mentalidade: em vez de enxergar o 13º como um recurso para consumo imediato, o ideal é utilizá-lo como uma ferramenta de construção financeira.