Formação qualifica vigilâncias municipais e reforça integração para prevenir riscos à saúde da população
Com foco na proteção da saúde da população e na prevenção de riscos relacionados ao consumo de alimentos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta quinta-feira, 30, uma capacitação voltada ao manejo de surtos alimentares. A iniciativa reuniu coordenadores das vigilâncias sanitárias municipais e contou com o apoio da Vigilância Epidemiológica estadual, fortalecendo a atuação integrada no enfrentamento desse tipo de agravo.
A ação teve como objetivo qualificar os profissionais para a identificação, investigação e resposta a surtos alimentares, promovendo maior agilidade e eficiência nos processos de vigilância. A formação também buscou alinhar fluxos entre diferentes órgãos, como vigilância sanitária, vigilância epidemiológica e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que participou da programação como palestrante, contribuindo com orientações técnicas e esclarecimentos sobre o papel do diagnóstico laboratorial no apoio às investigações e na confirmação dos casos. A integração entre esses serviços garante uma atuação mais coordenada e resolutiva diante de situações que podem impactar diretamente a saúde coletiva.
O gerente de Alimentos da Vigilância Sanitária da SES, Diego Rossini, destacou que a capacitação é fundamental para organizar a resposta dos serviços diante desses eventos. “Os surtos alimentares acontecem com frequência e, quando ocorrem, exigem uma resposta rápida e bem articulada. Por isso, reunimos diferentes setores para alinhar fluxos e fortalecer essa integração, garantindo uma investigação mais eficiente e uma resposta mais ágil, com maior resolutividade”, afirmou.
O cirurgião-dentista Davi Uchoa ressaltou que a formação contribui diretamente para o trabalho realizado nos municípios. “Essa capacitação fortalece nossa atuação na fiscalização dos estabelecimentos que manipulam alimentos. A partir dessas orientações, conseguimos ter um controle mais efetivo, orientar melhor a população e atuar na prevenção, evitando situações que possam causar danos à saúde”, explicou.
A biomédica e fiscal da Vigilância Sanitária de Itabaiana, Beatriz Santana, enfatizou a importância do aprofundamento técnico para atuação em áreas de maior risco. “A área de alimentos exige atenção constante, por envolver riscos diretos à saúde da população. Com a capacitação, conseguimos ampliar nosso conhecimento, melhorar as investigações e entender melhor os fluxos de atuação, além de fortalecer a articulação com outros órgãos, como o Lacen, que é fundamental nesse processo”, destacou.
Fotos: Nucom Funesa
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