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Sergipe cria mais de 17 mil empregos em 2025, mas denúncias trabalhistas crescem 22%

O superintendente regional do Ministério do Trabalho e Emprego em Sergipe, Cláudio Silva Barreto Caducha, avaliou como positivo o atual momento do mercado de trabalho no estado, destacando o crescimento na geração de empregos formais, alinhado à tendência nacional de recuperação econômica. Segundo ele, Sergipe tem se beneficiado de um cenário macroeconômico mais estável, com inflação controlada e políticas públicas voltadas tanto para a área social quanto para o incentivo à produção.

Dados recentes apontam que o estado registrou saldo superior a 17 mil novos postos de trabalho em 2025, com destaque para a atuação das micro e pequenas empresas, especialmente nos setores de comércio e serviços. Apesar do avanço, Caducha ressaltou que a remuneração média ainda é considerada baixa, reflexo de uma economia pouco diversificada e do processo de desindustrialização observado no país nas últimas décadas.

O superintendente também destacou a retomada de investimentos estruturantes como fator decisivo para o crescimento econômico, citando a volta das operações da Petrobras em Sergipe e os aportes no setor energético, incluindo a ampliação da termoelétrica na Barra dos Coqueiros. Segundo ele, esses investimentos devem gerar empregos tanto na fase de construção quanto na operação, além de aumentar a arrecadação estadual e municipal.

Ao abordar o desenvolvimento da Barra dos Coqueiros, Caducha reconheceu o crescimento acelerado do município, impulsionado por novos empreendimentos imobiliários e obras de infraestrutura, como a construção de uma nova ponte ligando a cidade a Aracaju. No entanto, fez críticas à falta de planejamento urbano e de investimentos proporcionais em mobilidade, saúde e educação. Ele alertou para o risco de agravamento de problemas estruturais, como congestionamentos e desigualdade social, diante do crescimento desordenado.

No campo da fiscalização trabalhista, o superintendente informou que houve aumento de aproximadamente 22% nas denúncias em 2025. As principais queixas envolvem a falta de registro em carteira, atraso no pagamento de verbas trabalhistas — como férias, décimo terceiro e horas extras — e condições inadequadas de trabalho, incluindo ausência de equipamentos de proteção.

Caducha explicou que a atuação do Ministério do Trabalho ocorre em duas frentes: o planejamento de fiscalizações em setores específicos e o atendimento a denúncias feitas por trabalhadores. Ele ressaltou ainda o caráter educativo das ações, com orientação prévia às empresas sobre o cumprimento da legislação, além da atuação do setor de mediação, que busca լուծuções consensuais entre empregadores e empregados.

Por fim, o superintendente destacou o avanço do programa Escola do Trabalhador 4.0 em Sergipe, considerado referência nacional. A iniciativa oferece cursos de qualificação profissional em parceria com prefeituras, sindicatos e organizações sociais, já alcançando 71 municípios no estado. Segundo ele, o programa tem contribuído para ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho e fortalecer a formação da mão de obra local.

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