O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE), unidade gerenciada pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), está monitorando a circulação da chamada “gripe K” no estado. A identificação ocorreu a partir da análise de amostras que confirmaram a presença do subclado K da influenza A (H3N2) em Sergipe.
De acordo com o Lacen, a confirmação foi possível por meio de análises laboratoriais e sequenciamento genômico realizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Apesar do nome, a gripe K não é um novo vírus. Trata-se de uma variação genética natural da influenza A, oficialmente chamada de subclado J.2.4.1. Subclado é uma subdivisão do vírus, formada por pequenas alterações genéticas que ocorrem ao longo do tempo. Essas mudanças não caracterizam um novo vírus, mas podem influenciar a forma como ele circula e como o organismo reage à infecção.
Segundo o superintendente do Lacen/SE, Cliomar Alves, o subclado K é uma variante do vírus influenza H3N2 e está relacionado ao aumento de casos de síndrome gripal observado durante o atual período de sazonalidade no país.
“O subclado K é uma variante da influenza H3N2 que está causando o aumento dos números de casos de influenza neste período de sazonalidade. Ele já foi confirmado praticamente em todos os estados do Brasil”, destacou.
Mesmo com a circulação da variante, a vacinação contra a influenza continua sendo a principal forma de prevenção contra formas graves da doença. Conforme o superintendente, o subclado K está contemplado pela proteção da vacina.
“Uma coisa importante é que esse subclado K está protegido com a vacina. Apesar de ser um novo subclado, ele é uma mutação genética que o vírus da influenza sofreu e não interfere na ação vacinal”, explicou Cliomar.
A recomendação para a população é manter a vacinação em dia, observar o aparecimento de sintomas gripais e procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), caso necessário. A vacina contra a influenza está disponível para os grupos prioritários nas UBS dos 75 municípios sergipanos.
Vigilância laboratorial
O Lacen/SE mantém uma vigilância contínua para acompanhar a circulação de vírus respiratórios em Sergipe. Segundo Cliomar Alves, o trabalho do laboratório não termina com a emissão do laudo.
“Nós não paramos o diagnóstico quando emitimos um laudo para o paciente ou para a vigilância. Continuamos fazendo análises dentro do laboratório. Se o resultado for negativo, investigamos outros vírus. Se for positivo, avaliamos a carga viral e, sendo suficiente, realizamos o sequenciamento genômico”, detalhou.