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Governo de SP reduziu em 22% o volume de esgoto lançado sem tratamento na bacia dos rios Pinheiros e Tietê  

Cerca de 10 bilhões de litros de esgoto que antes eram despejados irregularmente nos rios da Grande São Paulo passaram a receber tratamento e destino adequados desde 2024, quando o Governo de São Paulo fez a desestatização do serviço de saneamento básico no Estado.

Com vistas a atingir a meta do marco legal de Saneamento —que prevê que 90% da população do estado tenha acesso a serviço de esgoto até 2033— São Paulo antecipou essa data para 2029, a Sabesp ampliou o investimento no setor para R$ 15,2 bilhões, um dos maiores investimentos já feitos  em saneamento básico no país.

Em parceria com a Sabesp, o Governo de São Paulo criou o projeto Integra Tietê, o maior programa de despoluição já realizado no Estado de São Paulo, que tem impacto direto nos dois principais rios que cortam a Grande São Paulo, o Tietê e o Pinheiros.

O projeto tem como objetivo ampliar a coleta e o tratamento de esgoto e promover a recuperação ambiental do rio Tietê e seus afluentes ao longo de mais de 1.100 km. Na Capital e Grande São Paulo estão sendo executados 42 conjuntos de obras lineares, que incluem a instalação de novas tubulações, estações de bombeamento e a ampliação de Estações de Tratamento de Esgoto  (ETEs).

Desde seu lançamento, o programa já removeu cerca de 5 milhões de m³ de sedimentos e conectou pelo menos 1,5 milhão de domicílios à rede de esgoto, reduzindo de forma exponencial a carga de detritos orgânicos que era lançada sem tratamento nas águas do Tietê e seus afluentes.

O impacto direto desse trabalho foi a redução da mancha de poluição no rio Tietê, de 207 quilômetros para 174, de acordo com estudo apresentado pela ONG SOS Mata Atlântica.

LEIA MAIS: Governo de SP remove 134 mil toneladas de lixo do Rio Pinheiros

Expansão no tratamento

Desde 2024, foram entregues 16 estações de tratamento de esgoto (ETEs) e criado cerca de 800 quilômetros de redes coletoras, ampliando o acesso ao saneamento para aproximadamente 3,8 milhões de pessoas. 

Outras seis estações de tratamento de esgoto estão passando por expansão e devem ter sua capacidade ampliada em até 75%.

A expansão da rede em áreas rurais e informais também tem contribuído para diminuir a poluição dos córregos e mananciais que abastecem a Grande São Paulo. 

Universalização

O saneamento básico avançou no estado de São Paulo com 31% mais investimentos neste primeiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram R$ 3,7 bilhões no período, que contribuíram para que mais pessoas tenham acesso a água e esgoto. O balanço apresentado pela Sabesp mostra que a meta para o período de 2024 a 2026 já alcança 87% para água, 77% na coleta de esgoto e 71% no tratamento.

Os investimentos no saneamento básico foram acelerados após a desestatização da Sabesp, em agosto de 2024. A previsão é antecipar a universalização até 2029 com quase R$ 70 bilhões em investimentos.

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