MPT-SE dialoga com representantes da população LGBTQIAPN+

No mês do Orgulho LGBTQIAPN+, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) promove espaços de diálogo sobre o respeito à diversidade e empregabilidade dessa população no mercado de trabalho. Nesta terça-feira (2), a vice-procuradora-chefa do MPT-SE e coordenadora regional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), Clarisse Farias Malta, recebeu ativistas e representantes de associações para falar sobre o tema. “A nossa finalidade é discutir políticas públicas e ações afirmativas diante dos inúmeros desafios e barreiras que essa comunidade enfrenta para a inclusão no mercado de trabalho”, explicou a procuradora.

Participaram da reunião a tesoureira da ONG Astra, Ana Alyssa Costa; o representante do Centro de Referência em Direitos Humanos LGBTI+, vinculado à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), Antônio Williams; a presidenta da Associação Unidas, Ariel Matos; o presidente da Associação Dialogay, Paulo Lira; as representantes da Associação Mães pela Diversidade, Alessandra Farias e Joseilza Gonçalves; e a ativista LGBTQIAPN+, Adriana Lohanna.

A tesoureira da ONG Astra, Ana Alyssa Costa, compartilhou a experiência de incentivo à capacitação, em parceria com o Senac, Sebrae e Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). “Desenvolvemos alguns projetos que visam a inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho, inclusive as pessoas com 50 anos ou mais. Mas percebemos que há demanda de qualificar para saber como lidar com pessoas trans. A gente tem que realmente se camuflar muito para entrar na sociedade, porque a violência é muito forte. Até do ponto de vista histórico, há uma situação de vulnerabilidade social muito maior”, afirmou.

A presidenta da Unidas e secretária da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) em Sergipe, Ariel Matos, defendeu a criação de políticas públicas que garantam, de forma efetiva, a empregabilidade do público LGBT. “As empresas não estão capacitadas. Não há nenhum incentivo, nem política pública para as empresas aderirem à contratação de pessoas trans. E quando falamos sobre cotas, são em todos os espaços, inclusive na geração de emprego e renda”, pontuou.

O presidente da Associação Dialogay, Paulo Lira, falou sobre a necessidade de conscientização da sociedade. “Precisamos ser respeitados, independentemente de gênero e orientação sexual. Nós somos cidadãs e cidadãos, pagamos os impostos e exigimos respeito”, ressaltou.

A ativista e mestra em Educação, Adriana Lohanna, destacou a necessidade de censos que demonstrem qual a realidade da população LGBT no país. “A gente não existe. Há uma invisibilidade histórica no país, que nem sequer perguntam quem somos. E isso alcança outros espaços. Até mesmo os dados que temos, sobre a empregabilidade, são subnotificados”, frisou.

Audiência Coletiva

O tema será discutido no próximo dia 19/06, a partir das 8h, em uma Audiência Coletiva no auditório do MPT-SE, com a presença de ativistas, representantes de associações, órgãos públicos, empresas e entidades e centrais sindicais. “Seguimos na busca por ambientes de trabalho que garantam a igualdade de oportunidades e que respeitem e valorizem, cada vez mais, a diversidade”, finalizou a procuradora Clarisse Farias Malta.

Ascom MPT

Fonte: Faxaju

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