Ex-jogador passou pelo Lagarto em 2018 e teve carreira marcada por clubes do futebol brasileiro e do exterior
A Polícia Civil de Santa Catarina revelou novos detalhes sobre o assassinato do ex-atacante Ivan Fiel da Silva, o Brasão, de 44 anos, que defendeu o Lagarto na temporada de 2018. Segundo as investigações, o crime foi motivado por uma discussão envolvendo uma dívida de apenas R$ 30 referente ao consumo de bebidas no bar administrado pelo ex-jogador, em Tubarão (SC).
Brasão vestiu a camisa do Lagarto durante a disputa do Campeonato Sergipano de 2018, em uma passagem que integrou a reta final de sua carreira. Além do clube sergipano, o atacante acumulou passagens por equipes como Atlético-GO, Santa Cruz, Treze, Brasil de Pelotas, Vitória da Conquista, Tubarão e Inter de Lages, além de atuar em Portugal e na Índia.
De acordo com a investigação, o suspeito estava no estabelecimento quando recebeu um desconto na compra de bebidas. Pouco tempo depois, voltou a pedir um novo abatimento no valor da conta, mas teve o pedido recusado por Brasão. A negativa provocou uma discussão, e o ex-atacante decidiu retirar o homem do local.
Ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito deixou o bar, mas retornou minutos depois armado. Ele efetuou diversos disparos contra Brasão, que foi atingido no tórax e no antebraço, morrendo no local. Para os investigadores, a reação foi completamente desproporcional e há indícios de que o autor retornou com a intenção de executar a vítima.
Após matar o ex-atacante do Lagarto, o homem seguiu para outro ponto da cidade e cometeu um segundo homicídio. A vítima foi o empresário João Roberto Pereira de Oliveira, de 20 anos, atual companheiro da ex-namorada do suspeito. Conforme a Polícia Civil, o crime teve motivação passional. O jovem foi baleado na cabeça e na clavícula e morreu no local.
Os dois assassinatos ocorreram em um intervalo de poucos minutos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina