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Trump manda repórter se calar após pergunta sobre Kim Jong Un

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou uma repórter da CNN se calar durante uma discussão na Casa Branca nesta segunda-feira (17). O bate-boca começou quando Kristen Holmes questionou o republicano sobre a relação dele com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, e a decisão de reduzir exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

Holmes perguntou se Kim havia pedido a Trump que diminuísse as manobras. O presidente interrompeu a jornalista e afirmou que ela estava sendo “desrespeitosa”. Quando soube que ela trabalhava para a CNN, passou a atacar também o veículo.

“Fique quieta”, disse Trump. O presidente repetiu a ordem enquanto a repórter tentava continuar a pergunta. Ele ainda a chamou de uma pessoa “barulhenta” e acusou a jornalista de produzir notícias falsas.

A troca ocorreu no Salão Oval durante um evento com a presença de convidados. Em um dos momentos, Trump chegou a recorrer a um jovem que estava no local para perguntar se ele também considerava a postura da jornalista desrespeitosa.

Depois do episódio, a CNN saiu em defesa de Kristen Holmes. A emissora afirmou que a correspondente fez uma pergunta relevante no exercício do trabalho jornalístico e criticou os ataques pessoais feitos pelo presidente.

Trump diz ter retomado contato com Kim

A pergunta que provocou o bate-boca veio após Trump afirmar que Kim Jong Un respondeu às tentativas de reaproximação feitas pelo governo dos Estados Unidos. O presidente não explicou quando ocorreu o contato nem revelou o conteúdo das conversas.

Questionado sobre em que estágio estaria a interlocução, Trump classificou a situação como “muito positiva”. Também voltou a elogiar o líder norte-coreano e afirmou que os dois se entendem.

As declarações surgiram um dia depois de Trump determinar uma redução “substancial” da participação dos Estados Unidos nos exercícios militares realizados com a Coreia do Sul.

Trump argumenta que as manobras custam caro e enviam um sinal hostil a Pyongyang. Ele chegou a classificar a Coreia do Norte como “não ameaçadora e respeitosa” durante o atual mandato. O regime norte-coreano, por sua vez, costuma tratar os exercícios conjuntos entre Washington e Seul como preparação para uma possível guerra.

As manobras começaram nesta segunda-feira e estão programadas para seguir até 27 de agosto. Cerca de 18 mil militares sul-coreanos participam dos treinamentos.

Relação entre Trump e Kim vem do primeiro mandato

Trump tenta recuperar uma relação que marcou seu primeiro governo. Ele e Kim tiveram encontros de alto nível em 2018 e 2019, numa tentativa de avançar nas negociações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte.

Em junho de 2018, os dois participaram de uma cúpula histórica em Singapura e assinaram um documento no qual Pyongyang reafirmava o compromisso com a desnuclearização da Península Coreana.

Fonte: AJN1

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