O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o empresário Paulo Figueiredo se reuniram, nesta quarta-feira (16), com integrantes da equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Departamento de Estado americano. No encontro, eles defenderam a aplicação de sanções contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes.
A reunião ocorreu um dia após o STF analisar o relatório da Polícia Federal no âmbito do Caso Master.
Segundo Figueiredo, ele e Eduardo Bolsonaro disseram aos representantes do governo americano que Alexandre de Moraes continua formalmente designado pela Lei Global Magnitsky e que não haveria motivo para que o ministro não fosse novamente incluído na lista de pessoas sancionadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro dos Estados Unidos.
Moraes havia sido incluído na lista de sancionados em 2025, mas o governo americano anunciou posteriormente a retirada do ministro da relação.
Figueiredo também defendeu medidas contra Flávio Dino e Gilmar Mendes. Segundo ele, os dois ministros teriam prestado “apoio material” a uma pessoa designada pelos Estados Unidos e, por isso, deveriam ser incluídos na lista de sanções.
A reunião também tratou, segundo Figueiredo, da situação institucional brasileira e do combate ao crime organizado.
O empresário citou ainda críticas feitas por Trump ao combate ao tráfico de drogas no Brasil. Em documento enviado pelo Congresso americano na terça-feira (15), o presidente dos Estados Unidos afirmou que o governo brasileiro não teria adotado medidas suficientes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.
“Eu estou otimista de que os brasileiros de bem vão gostar das notícias vindas dos EUA nas próximas semanas. E os bandidos não”, afirmou Figueiredo à CNN Brasil.
*Com informações CNN Brasil
Fonte: AJN1