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Ação integrada de combate ao furto de energia é realizada em Canindé de São Francisco

A Energisa, em conjunto com a Polícia Civil e a Polícia Científica, está realizando uma ação integrada de combate ao furto de energia, na cidade de Canindé de São Francisco, no sertão sergipano. Cerca de 20 equipes estão realizando inspeções em residências e estabelecimentos comerciais para identificar irregularidades na rede elétrica.

Em 2026 a Energisa registrou 2.600 mil irregularidades. Neste período, foram recuperados 6 GWh de energia, o que seria suficiente para abastecer o município de Muribeca por um ano. O furto de energia é crime e impacta diretamente a qualidade do fornecimento de energia elétrica. Além disso, as ligações clandestinas e fraudes podem provocar sobrecarga na rede elétrica, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e acidentes graves, incluindo choques elétricos e incêndios.

“Quem furta energia não apenas prejudica toda a sociedade, mas também coloca pessoas próximas em risco. A fiscalização permanente contra esse tipo de infração é um compromisso da Energisa para garantir um fornecimento de qualidade para os clientes que pagam suas contas corretamente”, afirma o coordenador de equipes de campo, Francis Guimarães.

Além da recuperação dos prejuízos causados ao sistema elétrico, as operações buscam responsabilizar criminalmente os envolvidos e conscientizar a população sobre os impactos dessa prática. Segundo a Polícia Civil, o furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal. A legislação equipara a energia elétrica a bem móvel para fins penais. Com as alterações realizadas em 2026, a pena para o crime de furto passou a ser de um a seis anos de reclusão, além de multa, podendo ser agravada conforme as circunstâncias do caso. A mudança também ampliou o aumento de pena para crimes praticados durante o repouso noturno.

“É importante que a população compreenda que o chamado ‘gato de energia’ não é apenas uma irregularidade administrativa. Trata-se de um crime. Os responsáveis podem ser conduzidos à delegacia durante as operações, responder a procedimento policial, processo criminal e às penalidades previstas na legislação”, destaca Francis.

Além das consequências criminais, os clientes identificados com irregularidades também ficam sujeitos à cobrança da energia consumida e não faturada, conforme os procedimentos previstos para a recuperação dos prejuízos causados pela fraude.

Como denunciar

A Energisa reforça que a população também pode contribuir no combate a essa prática. As denúncias podem ser realizadas de forma anônima pelo WhatsApp da Gisa (www.gisa.energisa.com.br), pelo aplicativo Energisa On ou pelo telefone 0800 079 0196.

Texto e foto Adriana Freitas

Fonte: Faxaju

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