Em outro posto voluntário, o de fiscal de partido, a professora Ecleidiane Nascimento dos Santos atendeu à convocação da legenda que apoia para acompanhar a votação no segundo turno.
“Um fiscal da cidade conhece de perto todas as pessoas e pode verificar se está tudo ocorrendo certinho, se não há nenhum tipo de erro, boca de urna, compra de votos ou indução ao voto ao candidato que interessa a quem está levando o outro para votar e, assim, obrigando as pessoas a votarem nele também.”
Um eleitor, um voto
O Brasil tem mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar. Cada voto tem o mesmo peso, independentemente da raça/cor, condição econômica, religião ou local onde mora. A igualdade está garantida pela Constituição Federal (CF) de 1988. Na prática, o que difere cada eleitor na escolha de quem vai representá-lo nos próximos quatro anos no poder Executivo Federal é a motivação.
A bandeira do auxiliar de almoxarifado Marcio Sampaio é a mudança. Trajando verde e amarelo, ele pediu à população para se levantar e votar.
“O povo deve acordar porque, desse jeito, a coisa está feia. Temos que mudar as leis desse país. A criminalidade está demais. Sou pela diminuição da maioridade penal também. O menor tem que responder pelos seus atos porque a violência é geral.”
O voto é secreto, mas João Lucas Sousa Rodrigues, de 19 anos, marcou posição na fila de eleitores com sua orientação sexual. Atualmente desempregado, o eleitor LGBTQIA+ ressalta seu lugar na sociedade.
“Sou um homem preto, gay, sou da Universidade Federal de Brasília, sei de onde eu, minha mãe e minha família viemos, sei o que passei também na minha infância. Então, voto hoje por quem minha mãe e eu somos”.
Os irmãos Dagoberto e Poliana Fernandes Leite são aposentados por incapacidade permanente para o trabalho devido às sucessivas crises de epilepsia que ambos têm desde crianças.
Neste dia 25, eles votaram pensando na manutenção do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS). Poliana considera fundamental o pagamento do auxílio no valor de um salário mínimo por mês.
“Não quero perder nosso benefício. Com ele, compro comida para casa, ajudo minha mãe nas contas de luz, água e IPTU. Somos cinco [pessoas] lá e não posso trabalhar, por causa da epilepsia.”