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Empresário sergipano José Eduardo Paes Mendonça morre aos 83 anos

O corpo do empresário sergipano José Eduardo Paes Mendonça, que morreu nesta terça-feira (27), aos 83 anos, está sendo velado, no Cemitério e Crematório Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife (PE). A missa de corpo presente está marcada para as 14h, e a cremação ocorrerá às 15h desta quarta-feira (28). As informações sobre a causa da morte não foram divulgadas.

Ex-diretor de Operações da rede de supermercados Bompreço, José Eduardo nasceu no povoado Serra do Machado, em Ribeirópolis, Sergipe, no dia 26 de fevereiro de 1943. Ele era filho de Pedro Paes Mendonça e Maria Dudu Mendonça e irmão do empresário João Carlos Paes Mendonça, fundador e presidente do Grupo JCPM.

“Perdemos um irmão querido. Uma pessoa exemplar. Um homem de muitos amigos e de uma leveza que agregava as pessoas em torno dele. Como diretor no Bompreço, deixou sua marca ao liderar o time a partir da confiança que todos tinham nele e no sentimento de estarem todos juntos pelos mesmos desafios”, lamentou João Carlos.

Trajetória e superação

Além da atuação no setor empresarial, José Eduardo construiu uma história de superação pessoal que deu origem a iniciativas sociais voltadas ao acolhimento de pacientes com fissuras labiopalatinas.

Sua trajetória foi retratada na biografia O Dito e o Não Dito, escrita pela jornalista Moema Luna e lançada em 2017. Na obra, o empresário compartilhou as dificuldades e conquistas de sua vida como pessoa com limitações físicas.

O diagnóstico de fissura labiopalatina só foi confirmado quando ele tinha 69 anos, em 2012. A partir daí, iniciou um tratamento que incluiu quatro cirurgias, três em São Paulo e uma no Recife, além de um mês de silêncio absoluto durante o pós-operatório.

“Nasci com uma fissura na anatomia na boca, o que me provocou a voz anasalada. Só comecei a falar aos cinco anos e aquilo sempre me incomodou. Sofri demais e só descobri o diagnóstico aos 69 anos, em 2012, quando iniciei um tratamento e fui em busca de um sonho: melhorar a qualidade vocal. Aquilo sempre me incomodou e a ideia desta obra é justamente passar minha experiência para ajudar outras pessoas a não sofrerem o que eu passei”, relatou durante o lançamento do livro.

Legado social

A experiência pessoal do empresário também motivou a criação do Instituto Eduardo Mendonça, idealizado para manter a Casa Sorrir, iniciativa de acolhimento voltada a pessoas com fissuras labiopalatinas. A instituição é dirigida por sua filha mais velha, Danielle Mendonça.

José Eduardo deixa a viúva, Ana, três filhos — Viviane, Danielle e Eduardo — e cinco netos.

Fonte: AJN1

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