O Dia Internacional das Mulheres é celebrado neste sábado (8). A data, oficializada em 1975 pela ONU, foi uma ideia inicialmente do Partido Socialista da América, que a consagrou nos EUA em 1909. A inspiração veio ano antes, quando 15 mil mulheres marcharam pela cidade de Nova York, exigindo a redução das jornadas de trabalho, salários melhores e direito ao voto.
Desde então, março se tornou um mês simbólico para para refletir sobre as lutas e as conquistas das mulheres ao longo da história. Na “Sua Estante” deste mês, convidamos você a comemorar a data através da leitura.
No livro O Canto da Estrela Dalva, de Carla Paiva, as homenageadas são as mulheres sertanejas. Já em Estou com câncer e daí?, de Clélia Bessa, conhecemos a força inspiradora de uma autora que encarou o câncer de mama. Por último, em A nova menopausa, aprendemos sobre a fase de mudança hormonal feminina pelo olhar da ginecologista americana Mary Claire Haver.
Veja as indicações a seguir:
1. Na voz dela, de Alba de Céspedes
“Tenho uma pequena lista com os livros que me encorajaram. Este é um deles”, diz a escritora italiana Elena Ferrante sobre Na voz dela. A obra é uma crônica devastadora da vida de uma mulher na Itália do século 20.
O livro, de autoria de Alba de Céspedes, explora questões femininas que permanecem atuais desde aquela época, quando a Itália foi contaminada pelo fascismo e pela guerra. A protagonista é Alessandra Corteggiani, uma mulher que percebe que não deseja ocupar o lugar de esposa subserviente e calada.
Após o suicídio da mãe, ela é enviada para Abruzzo determinada a seguir o tradicional roteiro reservado às mulheres da época. Mas, a personagem toma consciência das injustiças de gênero e passa a buscar o mesmo respeito normalmente dispensado aos homens. Apaixona-se por Francesco, um professor antifascista, e é lançada numa espiral de acontecimentos que mudará sua vida para sempre.
2. O Canto da Estrela Dalva, de Carla Paiva
Um tributo às mulheres do sertão e uma celebração da resiliência feminina, O Canto da Estrela Dalva, de Carla Paiva, conta a história de Aparecida, uma mulher que enfrenta as amarras da sociedade patriarcal na cidade de Iracema, no Ceará, vale do Jaguaribe.
A narrativa, que demorou quatro anos para ser escrita, se passa entre os anos de 1922 e 1924 — época de uma das maiores secas da região. “A história ganhou corpo aos poucos, e escrevê-la foi uma jornada de descobertas e conexões com minhas próprias raízes”, conta a autora cearense, natural de Iracema, segundo comunicado da editora Patuá.
Paiva, que é graduada em Letras e cursa atualmente Filosofia, inspirou-se em grandes escritores para escrever a obra, incluindo Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Albert Camus e Fernando Pessoa. Outra inspiração destacada por ela são as mulheres com quem conviveu: “através deste livro, consegui trazer ao mundo uma personagem que se assemelha às minhas ancestrais; vejo muito da minha mãe, da minha avó e também um pouco de mim”, reflete.
3. Estou com câncer e daí?, de Clélia Bessa
Estou com câncer e daí? , de Clélia Bessa, é o livro que originou o filme Câncer com ascendente em virgem, que estreia no próximo dia 27 de março nos cinemas brasileiros. O drama é dirigido por Rosane Svartman e conta um grande elenco: Suzana Pires, Marieta Severo e Fabiana Karla.