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Nós encontramos a melhor solução, diz BeFly sobre COP

PANROTAS / Emerson Souza

Sylvio Ferraz e Luti Guimarães, da BeFly

CURITIBA – A COP30, que acontece em novembro, em Belém, vem levantando dúvidas e causando questionamentos em relação à efetividade de sua operação. Por um lado, a polêmica das hospedagens, com diárias que ultrapassam, muitas vezes, os R$ 10 mil. Por outro, a questão da infraestrutura. Será que tudo estará pronto a tempo?

A BeFly, por meio da Qualitours, será responsável pela comercialização dos dois navios que vão hospedar parte dos participantes da cúpula. Para o vice-presidente de Negócios, Luti Guimarães, e o vice-presidente de Produtos e Novos Negócios, Sylvio Ferraz, o grupo encontrou uma solução para a escassez de hospedagem.

“Nossa operação, um negócio de quase meio bilhão de reais, oferecerá 4 mil cabines e capacidade para até 12 mil hóspedes. O investimento é de alto custo, pois tem o trâmite de trazer o navio e as noites que não são vendidas e que nós estamos pagando, mas as vendas têm superado expectativas. Meu pai já havia feito algo parecido na Copa da Itália, em 1990. Agora repetimos a experiência em Belém”

Luti Guimarães, vice-presidente de Negócios da BeFly

Acompanhamento de perto

Sylvio Ferraz, que está bem próximo da operação, está constantemente indo à capital do Pará – já foi duas vezes neste mês e vai em breve de novo – para ver as obras e o andamento do negócio. Está, também, próximo ao governo para acompanhar as entregas.

“Belém é um canteiro de obras. O que impacta mais a gente é o porto, a ponte, o aeroporto e o venue principal. Eu acredito que todas essas quatro partes estarão prontas, caminhando bem para a COP”, avalia Ferraz.

Para os executivos, o que a BeFly vai oferecer é a melhor solução em termos de produto. “Temos certeza de que nossa solução é a melhor em Belém. Ter um navio com tripulação multilíngue, restaurantes, bares sem fila, spa, piscina, academia, wi-fi e segurança garante que o participante possa trabalhar na COP e, ao final do dia, voltar com tranquilidade para um ambiente confortável”, pontua Ferraz.

Ele reforça ainda que trata-se de uma operação sem precedentes no Brasil. “Nunca tivemos um cruzeiro desse tamanho em Belém. Isso deixa um legado: vai criar uma estrutura para que outros navios passem a escalar a cidade. Hoje são meia dúzia por ano; talvez já tenhamos o dobro no próximo ano”, projeta.

Conectividade aérea em evolução

Outro ponto crucial para o funcionamento da COP30 é a malha aérea de Belém. O vice-presidente de Produtos e Novos Negócios destaca que as companhias estão reagindo.

“A Latam, por exemplo, anunciou voos de Bogotá e Lima, além de reforço de ligações para Fortaleza, Brasília, São Paulo, Rio, Manaus e Macapá. Todas estão fazendo um esforço para melhorar a conectividade”, afirma.

E mesmo com o clima de incertezas e das discussões em torno da preparação da cidade, o executivo se mostra otimista.

“Apesar de toda essa espuma, acredito que teremos uma boa COP. Haverá estrutura para atender o estrangeiro, e ele vai se encantar com a Amazônia. Até lá, seguiremos acompanhando os desafios, mas certos de que haverá opções para quem vier participar da conferência”, conclui Ferraz.

O Portal PANROTAS viaja a convite da BeFly

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