Varejo recua pelo 4º mês seguido, diz CNC

PANROTAS / Filip Calixto

José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac

O varejo brasileiro registrou em julho o quarto resultado negativo consecutivo na PMC (Pesquisa Mensal de Comércio), divulgada nesta quinta-feira (11) pelo IBGE. As vendas recuaram 0,3% no período, desempenho inferior à projeção da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que estimava crescimento de 0,1%. No acumulado de 12 meses, a expansão do setor caiu para 2,5%.

Segundo a CNC, a sequência de quedas coloca o desempenho do comércio em patamar comparável ao observado durante a recessão de 2015 e à crise do apagão em 2001, quando também houve quatro meses seguidos de retração. Para a entidade, os resultados refletem o efeito da taxa de juros sobre o consumo, aliado à instabilidade do câmbio e ao ritmo mais lento da atividade econômica.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, afirmou que a atual trajetória das vendas expõe o impacto dos juros sobre a economia. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, destacou que o nível da taxa compromete tanto o consumo quanto o investimento, com repercussões sobre emprego e renda.

Entre os segmentos pesquisados, hiper e supermercados, que têm maior peso no varejo restrito, registraram queda de 0,3%. Também recuaram os setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-3,1%) e de tecidos, vestuário e calçados (-2,9%). Já móveis e eletrodomésticos (1,5%) e livros, jornais e papelarias (1,0%) tiveram crescimento.

No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, houve alta de 1,3% em julho, após queda de 3,1% em junho. O resultado foi influenciado pela recuperação desses dois segmentos.

A CNC aponta que a desaceleração do consumo interno ocorre em um cenário de incerteza externa. A entidade observa que a guerra tarifária entre Estados Unidos e Brasil gerou oscilação cambial em julho, e que os efeitos das tarifas americanas, em vigor desde agosto, devem aparecer nas próximas pesquisas.

Para Bentes, a combinação de crédito caro, câmbio instável e desaceleração da economia pode prolongar o atual ciclo de retração no comércio.

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