Infecções dentárias: especialista revela como identificar sinais de alerta

Breno Barbosa é cirurgião bucomaxilofacial, além de mestre e doutorando em Odontologia (Foto: arquivo pessoal)

Uma notícia recente sobre a morte de um paciente após a extração de um dente do siso reacendeu o alerta sobre os riscos das infecções odontogênicas, quadros infecciosos que se originam na cavidade bucal e, quando não tratados adequadamente, podem atingir tecidos profundos da face e do pescoço, comprometendo estruturas vitais como as vias aéreas. Esses casos são mais frequentes do que se imagina e aparecem com regularidade nas urgências hospitalares, exigindo atenção imediata tanto dos profissionais quanto dos pacientes.

As infecções dentárias têm origem em estruturas associadas aos dentes, como a raiz, o osso e a gengiva. O cirurgião bucomaxilofacial Breno Barbosa, mestre e doutorando em Odontologia, explica que essas infecções podem começar a partir de uma cárie não tratada, de uma lesão periodontal ou até após procedimentos cirúrgicos. Segundo ele, as bactérias envolvidas se multiplicam rapidamente e podem ultrapassar os limites da boca, atingindo regiões mais profundas. “Quando chegam aos espaços cervicais e faciais, há risco de comprometimento das vias aéreas, o que pode evoluir para quadros graves e até levar ao óbito”, alerta.

Os primeiros sinais costumam ser inchaço localizado, vermelhidão, aumento de temperatura e dor intensa na região afetada. Em estágios mais avançados, o paciente pode apresentar febre e dificuldade para abrir a boca, engolir ou respirar. “Quando o inchaço se estende pela face ou por baixo da língua, a fala e a respiração começam a ser prejudicadas. É um quadro emergencial que requer atendimento hospitalar imediato”, ressalta o especialista que também é professor do curso de Cirurgia Oral no Instituto Gois Aguiar.

A importância da prevenção

Para o Dr. Breno, a prevenção é o meio mais eficaz de evitar complicações. “Durante as revisões odontológicas, é possível detectar lesões iniciais e fazer intervenções simples, como restaurações ou limpezas, evitando que micro-organismos se instalem e causem infecção”, orienta. Ele destaca que a boca é naturalmente um ambiente com alta concentração de bactérias, o que reforça a necessidade de manter uma boa higiene bucal e realizar profilaxias periódicas.

Na rotina hospitalar, os casos mais graves geralmente envolvem pacientes que demoram a procurar ajuda. Na urgência onde trabalha, o cirurgião relata que chegam quase diariamente pessoas com infecções bucais avançadas, muitas vezes com aumento acentuado de volume na face e comprometimento respiratório. “Nessas situações, é preciso fazer uma intervenção cirúrgica de urgência, com drenagem e até intubação para garantir a via aérea”, explica. As infecções nos dentes inferiores merecem atenção especial, pois, pela proximidade com o pescoço, tendem a se espalhar mais rapidamente e causar complicações severas.

Conscientização

A infecção dentária não é uma simples dor de dente e deve ser motivo de alerta. “A população precisa entender que o dente e a gengiva podem, sim, gerar complicações sistêmicas graves e até levar ao óbito. Por isso, qualquer alteração deve ser avaliada por um cirurgião-dentista o quanto antes”, reforça Breno Barbosa.

Por Verlane Estácio

 

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