Senador Alessandro Vieira será relator da CPI do Crime Organizado

(Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) será o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar o crime organizado no Brasil. A definição ocorreu nesta terça-feira, 4, durante a primeira reunião do colegiado, em Brasília.

A presidência da CPI ficou com o senador Fabiano Contarato (PT-ES), e a vice, com Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A comissão terá 120 dias para investigar o crescimento de facções criminosas e milícias, outros pontos que serão apurados é a lavagem de dinheiro, corrupção envolvendo diferentes setores econômicos e rotas de mercadorias ilicitas.

Segundo Alessandro Vieira, o objetivo é diagnosticar a real dimensão do crime organizado no país. “ A segurança pública é uma atividade complexa, mas não tem segredo, desde que a gente tenha o espírito público suficiente para fazer o nosso trabalho […] O que o Brasil enfrenta é a consequência de décadas de omissão e de corrupção”, afirmou o senador.

De acordo com dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o Brasil tem cerca de 88 organizações criminosas ativas. O plano de trabalho proposto por Alessandro Vieira prevê ouvir autoridades e especialistas de estados com altos índices de criminalidade, além de representantes do governo federal, das polícias e do sistema prisional.

Entre os convidados estão os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e José Mucio Monteiro (Defesa), além de diretores da Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência e Senappen. Também devem depor governadores e secretários de Segurança de estados como Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas. Representantes das unidades federativas que apresentam os melhores indicadores de segurança também foram convidados a depor.

A CPI também pretende discutir lavagem de dinheiro com uso de criptomoedas, tráfico de drogas e armas, corrupção e rotas de contrabando.

Proposta pelo próprio relator, a criação da comissão ocorre após a operação policial que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, e reacendeu o debate sobre a presença das facções no país.

 

Com informações da Agência Senado

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