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Ex-ministro Márcio Macedo concede primeira entrevista após deixar o governo e detalha trajetória ao lado de Lula e futuro político

Petista faz balanço dos três anos na Secretaria-Geral, destaca avanços na participação social, reafirma relação com Lula e confirma que organizará sua pré-campanha à Câmara Federal

O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macedo, concedeu nesta segunda-feira, 24, sua primeira entrevista em estúdio após deixar o governo federal. Ao vivo na Metropolitana FM, com apresentação de Carlos Focca, Macedo fez um amplo balanço dos seus dez anos de convivência política com o presidente Lula, revisitou momentos decisivos da trajetória conjunta e comentou o processo que levou à sua saída do cargo para iniciar a construção de sua pré-candidatura a deputado federal por Sergipe.

Logo no início da entrevista, Márcio destacou o vínculo político e afetivo que o une a Lula. “O presidente Lula é meu companheiro, meu líder, minha referência política e meu amigo das horas boas e das horas ruins. Construímos essa relação nos momentos difíceis e nos consolidamos nas vitórias. Ele é, hoje, o maior líder popular vivo do planeta e o maior estadista que o Brasil já teve”, afirmou.

Retomada da participação social e reconstrução institucional

Ao relembrar sua passagem pela Secretaria-Geral, o ex-ministro explicou que assumiu uma missão estratégica: reconstruir a participação social no país, desestruturada nos seis anos anteriores.

Segundo ele, a tarefa exigia “começar do zero”. “Lula me deu uma missão simples de falar, mas gigantesca de executar: recuperar a participação social e permitir que o povo voltasse a participar das decisões do país. Foram seis anos de interrupção, dois do golpe parlamentar e quatro de namoro com o fascismo. Tivemos que reconstruir tudo”, destacou.

Macedo citou programas e iniciativas que marcaram sua gestão: a criação do Sistema Nacional de Participação Social, a instalação de conselhos e fóruns estaduais, a retomada de conferências nacionais, a ampliação do diálogo digital por meio da plataforma Brasil Participativo, que registrou mais de 9 milhões de participações e o modelo inédito de PPA Participativo, com 2 milhões de pessoas colaborando na definição do planejamento nacional.

Ele também destacou o G20 Social, idealizado por ele e incorporado ao formato oficial do evento internacional. “O G20 sempre foi decidido por 20 países sem participação do povo. Criamos a cidade do G20 Social, levamos 50 mil pessoas ao debate e influenciamos a própria cúpula de chefes de Estado. Foi algo inédito”, pontuou.

Outro marco citado foi o acordo para reparação da Bacia do Rio Doce, com a criação de um fundo popular de R$ 5 bilhões destinado a projetos definidos pelo território. Também mencionou avanços em políticas de juventude, catadores de recicláveis, agroecologia e segurança alimentar.

Macedo lembrou ainda que, sob sua liderança, o Brasil ganhou dois prêmios internacionais de governo aberto. “Nos tornamos o campeão mundial em participação social. Isso me enche de orgulho”, disse.

Investimentos assegurados para Sergipe

O ex-ministro apresentou o conjunto de ações e investimentos federais viabilizados durante sua atuação. Segundo ele, Sergipe registra hoje R$ 3,7 bilhões em investimentos diretos, além de ações nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, proteção social, agricultura familiar e habitação.

Ele citou, por exemplo, os impactos do Bolsa Família no estado, que alcança 356 mil famílias, programas de apoio à agricultura familiar, recursos da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc, a retomada e contratação de milhares de unidades do Minha Casa Minha Vida, além de obras estruturantes como a ponte entre Neópolis e Penedo e a duplicação da BR-101.

A decisão de deixar o ministério

Márcio Macedo explicou que deixou o governo a partir de uma convocação direta de Lula para que ele retomasse um mandato parlamentar. Segundo relatou, a conversa foi decisiva para o seu retorno à Sergipe.

Macedo afirmou que recebeu o chamado com senso de missão. “Eu nunca deixei de cumprir nenhuma tarefa dada por Lula. Se ele diz que o caminho agora é voltar ao mandato para ajudar o projeto, assim será com fé em Deus e a força do povo. Minha vida política é uma construção coletiva, e meu líder é Lula”, reforçou.

Construção da pré-candidatura

O ex-ministro afirmou que está dedicando novembro e dezembro ao diálogo político em Sergipe. “Tem 50 cidades em que eu atuei na eleição municipal, 32 prefeitos eleitos, 18 lideranças que, mesmo não eleitas, têm força. Preciso conversar com todos, com movimentos sociais, vereadores, lideranças comunitárias. Quero apresentar essa nova realidade ao estado”, explicou.

Ele ressaltou que só agora, completado um mês fora do governo, tem começado a dar entrevistas mais densas. “Eu estava organizando as coisas. Quero virar o ano na rua, conversando com o povo, dizendo que sou pré-candidato a deputado federal para servir Sergipe, para servir minha gente e para estar dentro do projeto liderado pelo presidente Lula”, afirmou.

No encerramento, Márcio sintetizou sua posição: “Sou pré-candidato porque fui convocado. Quero que o povo de Sergipe saiba que sou o federal de Lula e que tudo o que fiz nesses três anos foi por amor ao meu estado e ao meu país.”

Por Assessoria de Imprensa

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