O vereador Fábio Meireles (PDT) usou a Tribuna nesta quartä-feira (26) para reclamar da SMTT – Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito – SMTT, na pessoa do superintendente Nelson Felipe.
A polêmica gira em torno do transtorno causado pela SMTT, na Avenida Poço do Mero, no bairro Bugio, após alterações promovidas pela Prefeitura de Aracaju naquele bairro, que atualmente abriga cerca de 30 mil moradores.
A principal reclamação coletiva envolve a mudança de sentido da Avenida Poço do Mero, que antes era uma via de mão dupla e passou a ser mão única.
De acordo com o parlamentar, o superintendente mente sobre as alterações na Perimetral Oeste e tenta fugir da responsabilidade.
Fábio explicou que a Perimetral Oeste foi entregue no final da gestão do ex-prefeito, Edvaldo Nogueira e a nova administração começou a realização de alterações que hoje prejudicam quem vive e circula na Zona Norte.
“A população reclama das mudanças, das rotatórias fechadas, da retirada das canaletas centrais e do isolamento de parte do Bugio. Tudo isso ocorreu na gestão da prefeita Emília Corrêa, sob decisões de Nelson Felipe”, explica.
Fábio Meireles entende que é necessário autorização do BID sim, mas a responsabilidade pelas alterações é da atual gestão. “O que falta é transparência. A população quer respostas e merece ser ouvida”, defende.
“Prefeita Emília, vá ao Bugio, converse com o povo e veja o impacto real dessas decisões. A Zona Norte pede respeito, clareza e compromisso com quem mais precisa”, clamou.
Na Tribuna Livre da terça-feira (25), quem esteve na Câmara de Aracaju foi o presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública do Bugio e Jardim Centenário, Ailton Figueirôa, que expôs as dificuldades enfrentadas pelos moradores após as alterações. “Isso é uma vergonha, o Bugio está andando para trás, falta diálogo e compromisso com a comunidade”, disse Ailton.
Ele destacou que enviou ofícios à Prefeitura de Aracaju nos dias 31 de outubro e 10 de novembro, solicitando respostas sobre os problemas e pedindo uma audiência pública no Bugio, em horário acessível aos moradores, mas não obteve resposta. A mudança repentina teria desestruturado a mobilidade local.
Da assessoria