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A história do MPSE também é feita por seus servidores

Há histórias que se registram em leis, datas e edifícios. Outras permanecem nas lembranças de quem acompanhou mudanças, enfrentou desafios, acolheu pessoas e fez o trabalho acontecer. A história do Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE) é feita das duas. Neste mês de outubro, o Centro de Memória Procurador de Justiça Pedro Iroíto Dória Leó, do Ministério Público do Estado de Sergipe, homenageia os profissionais que, em diferentes épocas e funções, ajudaram, e continuam a ajudar, a construir a Instituição e a concretizar sua missão constitucional.

> Os alicerces de uma história coletiva

Antes da formação de um quadro próprio, profissionais cedidos por outros órgãos integraram as equipes que sustentaram a estrutura administrativa e contribuíram para o funcionamento do Ministério Público de Sergipe. Sua atuação constitui parte importante dessa memória e dos alicerces do processo de consolidação institucional.

Um passo decisivo ocorreu com a Lei nº 6.450/2008, que criou as carreiras de Técnico e Analista do Ministério Público e abriu caminho para o primeiro concurso público destinado às novas carreiras dos Serviços Auxiliares, realizado em 2009. As nomeações e posses que se seguiram inauguraram uma nova etapa de ampliação do quadro efetivo e de fortalecimento da autonomia administrativa do MPSE.

Assim como a conquista de uma sede própria representou a afirmação de um espaço institucional para o exercício de suas atribuições, a estruturação de um quadro próprio de servidores consolidou a base humana necessária ao funcionamento do órgão. São marcos distintos, mas complementares, de um mesmo processo de crescimento.

Essa história, porém, não cabe apenas nos documentos oficiais. Ela também vive nas experiências de quem atravessou diferentes fases, criou vínculos e participou das transformações do Ministério Público. Ao reunir depoimentos de servidores, o Centro de Memória aproxima os marcos institucionais das pessoas que lhes deram vida.

> Quem acompanhou as transformações

Entre essas vozes está Denise dos Santos Costa, lotada no Gabinete do Procurador-Geral de Justiça. Desde seu ingresso, em 1985, ela acompanhou mais de quatro décadas de mudanças. Quando chegou, o Ministério Público funcionava em um prédio pequeno, no local onde hoje está instalada a Câmara de Vereadores de Aracaju, e contava com uma equipe reduzida de servidores. Ao longo dos anos, Denise testemunhou a mudança para o Edifício Walter Franco, a conquista de uma sede própria e a ampliação da estrutura administrativa.

Sua trajetória passou pelos setores Financeiro, de Pessoal e pela Secretaria-Geral. Atualmente, no Gabinete do Procurador-Geral de Justiça, contribui para a organização de reuniões, encaminhamento de documentos, o atendimento ao público e a triagem. Seu percurso evidencia a importância do trabalho constante, muitas vezes discreto, que sustenta a rotina institucional. Denise também recorda o significado que a continuidade do trabalho e a convivência com os colegas tiveram em um período delicado de sua vida. Sua memória reúne, assim, as transformações do MPSE e os vínculos humanos construídos ao longo dos anos.

A mesma história de crescimento aparece no depoimento de Fábio Silva Torres, que chegou ao MPSE como estagiário em 1996 e soma três décadas de atuação. Na Diretoria Administrativa, acompanha de perto o trabalho que torna possíveis as atividades dos demais setores, das compras e dos serviços à manutenção da infraestrutura. Ao lembrar a antiga sede no Edifício Walter Franco, a construção das instalações atuais e a realização do primeiro concurso público, ele destaca o papel essencial da área administrativa:

“A Diretoria Administrativa é, essencialmente, a ponte entre a Administração Superior e a operacionalização de tudo o que o órgão precisa para funcionar. Qualquer demanda de compra, execução de serviços, reformas ou manutenção passa diretamente pelo nosso setor. O nosso papel é garantir toda a infraestrutura e o suporte necessários para que as promotorias e demais áreas possam desempenhar suas funções com tranquilidade. Acompanhei de perto momentos decisivos da nossa história: vivenciei a época em que trabalhávamos na antiga sede do Edifício Walter Franco, presenciei o esforço de todo o processo para a construção do nosso novo prédio e colaborei com a transição para as instalações atuais. Além disso, auxiliei na viabilização do primeiro concurso público de servidores do Ministério Público, trabalhando junto à Diretoria de Recursos Humanos no levantamento de todas as necessidades estruturais e de pessoal. É um orgulho ver como o órgão cresceu e saber que o setor administrativo esteve presente na base de cada uma dessas conquistas.”

> O serviço público que escuta e acolhe

O trabalho do Ministério Público também se expressa no encontro com as necessidades da população. Na Divisão de Equipe Interdisciplinar, Arilma Viana da Fonseca evidencia a contribuição do Serviço Social para a defesa de direitos e a atenção às vulnerabilidades sociais. Em seu depoimento, ela celebra a trajetória das assistentes sociais, presentes no quadro do MPSE desde o concurso de 2009, e o espaço conquistado pela área ao longo dos anos:

“Comemorar o Dia do Servidor Público é reconhecer e valorizar cada trabalhador que, com empenho e responsabilidade, mantém as instituições funcionando diante dos desafios cotidianos. O Serviço Social integra os quadros do MPSE desde o seu primeiro concurso público para servidores, em 2009. Essa presença histórica reafirma o compromisso do Ministério Público com os direitos humanos e com a premissa de que a justiça vai além do rigor técnico da lei, exigindo um olhar atento e humanizado sobre as vulnerabilidades sociais, aproximando a instituição da sociedade. Neste dia, faço questão de homenagear as assistentes sociais do MP sergipano que, ao longo desses 17 anos, têm se dedicado bravamente à expansão do seu espaço de atuação. Essa trajetória de conquistas reflete-se na consolidação da Divisão de Equipe Interdisciplinar e na expressiva ampliação das demandas atendidas em todo o Sergipe. Sei que ainda há caminhos a avançar, mas o reconhecimento da Procuradoria-Geral de Justiça sobre a relevância do Serviço Social é a prova da sua contribuição indispensável para o cumprimento da missão institucional do nosso Ministério Público.”

Esse compromisso ganha rosto já no primeiro contato com quem procura o Ministério Público. No Setor de Triagem Técnica, Arnaldo Barreto Neto escuta cidadãos que chegam com demandas relacionadas à saúde, à educação, ao meio ambiente, à convivência comunitária e a tantas outras questões do cotidiano. Cada atendimento envolve uma necessidade concreta e, muitas vezes, a esperança de encontrar orientação ou um caminho para a garantia de direitos.

Arnaldo descreve o local como “um setor de portas abertas, um setor de acolhimento”. Na simplicidade da frase está a complexidade de um trabalho que exige escuta, sensibilidade e conhecimento: compreender o problema, orientar quem não sabe a quem recorrer, registrar a demanda e encaminhá-la adequadamente. São gestos que raramente se tornam marcos oficiais, mas ajudam a definir a maneira como a sociedade encontra a Instituição.

> O valor das oportunidades e do trabalho coletivo

A memória institucional também é feita das oportunidades de aprender e crescer. A trajetória de Ronald Nascimento de Jesus, da Diretoria de Recursos Humanos, começou em 2002, quando ingressou como estagiário, aos 15 anos. Depois de atuar no Gabinete do Procurador-Geral de Justiça, desenvolveu sua carreira na área de Recursos Humanos, exercendo diferentes funções até assumir a direção do setor, em junho de 2025. Para ele, o caminho percorrido reafirma a importância das equipes que sustentam o trabalho finalístico do MPSE:

“Olhar para o caminho percorrido é reconhecer o valor das oportunidades, do aprendizado e das pessoas que fizeram parte dessa história ao longo de mais de duas décadas. Neste Dia do Servidor Público, reafirmo minha convicção de que a área-meio, embora nem sempre esteja na linha de frente, é parte essencial da missão institucional, pois, por trás de cada atividade finalística, há pessoas, equipes e processos que tornam possível servir à sociedade. Minha história no MPSE é, acima de tudo, um testemunho do poder transformador das oportunidades e do compromisso de retribuí-las com trabalho, responsabilidade, respeito à instituição e dedicação ao serviço público.”

Denise, Fábio, Arilma, Arnaldo e Ronald representam gerações, funções e formas distintas de servir. Suas experiências mostram que a memória do Ministério Público de Sergipe não está apenas nas mudanças de sede, nos concursos e na expansão de suas estruturas. Ela também está no trabalho que organiza, sustenta, escuta, acolhe e torna possível o atendimento à sociedade.

Neste Dia do Servidor Público, o Centro de Memória Procurador de Justiça Pedro Iroíto Dória Leó presta homenagem a todos os servidores que fizeram e fazem parte dessa trajetória. Ao reconhecer suas contribuições, preserva-se mais do que a história de uma Instituição, preserva-se a memória das pessoas que a constroem, todos os dias.

Fonte: Centro de Memórias Procurador de Justiça Pedro Iroíto Dória Leó/MPSE

Fonte: Ministerio Publico de Sergipe

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