Ex-lateral do Flamengo e do Criciúma nega acusações de forma “categórica” em nota oficial; caso teria ocorrido durante pré-temporada em Montevidéu.
Por Redação Esportiva | Lima, Peru
O lateral-esquerdo Miguel Trauco, de 33 anos, e os companheiros de equipe Carlos Zambrano e Sergio Peña foram afastados por tempo indeterminado do elenco principal do Alianza Lima. A decisão do clube peruano ocorre após a divulgação de uma denúncia de abuso sexual contra uma jovem argentina, que teria ocorrido em um hotel em Montevidéu, no Uruguai, durante o período de pré-temporada.
Em nota oficial, o Alianza Lima informou que abriu processos disciplinares internos e que colaborará integralmente com as investigações conduzidas pelas autoridades uruguaias.
O pronunciamento de Trauco
Após manter silêncio nos primeiros dias, o ex-jogador do Flamengo publicou um comunicado oficial repudiando qualquer forma de violência contra a mulher e negando envolvimento no crime. Trauco afirmou estar “tranquilo” e à disposição da Justiça.
“Rejeito de forma categórica qualquer imputação criminosa que se pretenda atribuir a mim, assim como qualquer um dos relatos que vieram a público. Confio que as diligências serão conduzidas com o rigor e a seriedade que um assunto dessa natureza exige”, declarou o lateral.
O zagueiro Carlos Zambrano também se manifestou em suas redes sociais, seguindo a mesma linha de defesa e negando categoricamente as acusações.
Histórico dos envolvidos
Os três jogadores são figuras centrais da atual geração da seleção peruana e peças importantes no Alianza Lima:
- Miguel Trauco: Atua no clube peruano desde janeiro de 2025. No Brasil, vestiu a camisa do Flamengo entre 2017 e 2019 e defendeu o Criciúma na temporada de 2024.
- Carlos Zambrano: Zagueiro experiente com longa passagem pelo futebol europeu e pelo Boca Juniors.
- Sergio Peña: Meio-campista titular frequente da seleção nacional.
Próximos passos
A denúncia está sob investigação das autoridades de Montevidéu. O afastamento imposto pelo Alianza Lima é preventivo e por tempo indeterminado, enquanto o processo disciplinar interno avalia a conduta dos atletas em relação ao regulamento do clube.
A exposição midiática do caso foi classificada por Trauco como “desproporcional”, alegando que as versões divulgadas causaram danos profundos à sua família e ambiente profissional.