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Arquitetura e tecnologia impulsionam debate sobre mobilidade e cidades inteligentes em Aracaju

A presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Sergipe (CAU/SE), Karine Santiago, destacou a importância da arquitetura e do urbanismo na construção de cidades mais acessíveis, seguras e sustentáveis. Segundo ela, o planejamento urbano é essencial para garantir uma mobilidade eficiente em Aracaju, integrando calçadas, ciclovias, transporte público e espaços de convivência que favoreçam a locomoção com qualidade.

Karine ressaltou que as grandes cidades precisam oferecer soluções práticas e integradas de transporte, reduzindo a necessidade de longos deslocamentos no dia a dia. “Hoje é fundamental criar meios para que a mobilidade pública, especialmente aquela que comporta um grande número de pessoas no mesmo modal, funcione de forma mais eficiente, como é o caso dos metrôs, VLTs e ônibus elétricos”, afirmou. Para ela, investir em transporte coletivo reduz os impactos na infraestrutura urbana e no meio ambiente.

Ao comentar as inovações tecnológicas que têm influenciado o planejamento urbano, Karine destacou o metrô subterrâneo como uma das soluções mais eficientes, embora de alto custo. “Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro já utilizam esse modelo. Salvador está implantando estruturas suspensas, o que é uma tendência diante dos elevados gastos com obras subterrâneas”, explicou. No caso de Aracaju, a arquiteta considera que, por ser uma cidade de médio porte, ainda há espaço para a implantação de infraestruturas modernas que priorizem a mobilidade sustentável.Karine revelou que participou recentemente de um evento promovido pelo Centro Viva, no qual foram debatidas possibilidades de novos modais de transporte para a capital sergipana. Segundo ela, Aracaju, com cerca de 600 mil habitantes, ainda tem condições favoráveis para planejar uma mobilidade eficiente antes de um crescimento populacional mais acelerado. “É melhor resolver agora do que esperar a cidade inflar de gente. A Grande Aracaju, sim, tem crescido mais nos últimos anos”, pontuou.Questionada sobre o conceito de cidades inteligentes,

Karine explicou que essa transformação depende do perfil urbano de cada local. “Há cidades litorâneas, cidades em morros e em vales, cada uma com suas especificidades. Quanto menor a cidade, mais fácil torná-la inteligente”, observou. Para ela, uma cidade inteligente é aquela que oferece infraestrutura tecnológica, conectividade e soluções urbanas voltadas para a mobilidade e a qualidade de vida.A presidente do CAU/SE frisou ainda que o arquiteto e urbanista tem papel estratégico na criação de soluções urbanas centradas nas pessoas, diminuindo distâncias e promovendo bem-estar. O Conselho, segundo ela, segue empenhado em dialogar com o poder público e com a sociedade civil para incentivar projetos que tornem Aracaju uma cidade mais humana, integrada e conectada.

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