Baixa na inflação favorece pequenos negócios | ASN Nacional

Nunca nos últimos 27 anos, a inflação para o mês de outubro ficou em um patamar tão baixo. Nesta terça-feira (11), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou o Índice de Preços ao Consumido Amplo (IPCA) que aferiu um recuo de 0,39 ponto percentual, passando de 0,48% em setembro para 0,09% no último mês. No ano, a inflação acumula alta de 3,73% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,68% – número próximo ao teto da meta fiscal do Banco Central, que é de 3% ao ano, com 1,5 p.p. de tolerância.

Mais do que números, os dados representam um cenário positivo para os milhões de pequenos negócios com a redução de custos e a possibilidade de mais faturamento com uma maior quantidade de recursos disponíveis para os consumidores.

Isso demonstra o acerto da política econômica do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, que está baseada na distribuição de renda para a população. Inflação baixa incentiva o movimento do grande motor da economia brasileira, que são os pequenos negócios. Isso beneficia toda a população brasileira. Se eles crescem, todo o país cresce junto.

Décio Lima, presidente do Sebrae

A energia elétrica é a principal influência para a queda no índice do mês (-0,10 p.p.), com destaque para a energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,39%. Outros destaques negativos são as quedas no aparelho telefônico (-2,54%) e no seguro voluntário de veículos (-2,13%). O grupo alimentação e bebidas, que possui o maior peso na estrutura do indicador, apresentou praticamente estabilidade na média de preços, variando 0,01%.

Dicas

A Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae alerta que é necessário cautela e planejamento por parte dos pequenos negócios diante das variações de preços dos produtos e insumos. Confira algumas orientações:

1. Conhecimento
Empreendedores dos ramos de alimentação (como restaurantes, padarias e mercearias) tendem a ser mais afetados com a variação do preço dos alimentos. Conhecer a sua real situação financeira e elaborar estratégias contribui para evitar, quando possível, os repasses ao consumidor, que também sofre com a alta de preços.

2. Atenção
Invista no planejamento orçamentário, monitorando de perto os custos e margens de lucro. Nesse contexto, a boa gestão das finanças torna-se um diferencial competitivo. Coloque os custos em ordem de prioridade: a gestão financeira e o fluxo de caixa devem ser feitos com muita atenção. A Planejadora Sebrae pode ser uma ótima aliada nessa atividade.

3. Mudanças
A diversificação de fornecedores e a adoção de estratégias de precificação mais dinâmicas podem ajudar a mitigar os efeitos da inflação.

4. Negocie
Renegocie dívidas, preços com fornecedores, aluguéis, taxas e financiamentos com instituições financeiras, além de outros itens que pesam no orçamento da empresa.

5. Inovação
Programas de fidelização e diferenciação de produtos ou serviços podem contribuir para manter a clientela.

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