Por Barroso Guimarães
Em entrevista ao programa “A Hora da Notícia” da Aperipê FM, o analista do Banco do Nordeste em Sergipe, Fabrizzio Feitosa, destacou o papel fundamental da instituição que completa 73 anos de atuação em 2025. Sob o comando do radialista Barroso Guimarães, Feitosa explicou como o banco se diferencia por seu propósito de apoiar quem empreende na região.
“O Banco do Nordeste tem um propósito muito nobre, porque o cliente é o agente produtivo. Seja ele na agricultura familiar, na pecuária, no comércio, serviços, turismo ou na indústria, o Banco do Nordeste apoia quem empreende”, afirmou Feitosa.
Com atuação nos nove estados da região Nordeste, além do norte de Minas Gerais e Espírito Santo, o BNB foi criado para facilitar o acesso ao crédito para produtores que enfrentam dificuldades para financiar suas atividades. Recentemente, a área de atuação do banco foi ampliada, oferecendo atendimento diferenciado aos empreendedores dessas regiões.
Programa Desenrola Rural: mais que renegociação de dívidas
Durante a entrevista, Feitosa explicou detalhadamente o Programa Desenrola Rural, uma iniciativa do governo federal executada pelo Banco do Nordeste. “O Desenrola não é apenas um instrumento para regularizar dívidas. Ele tem um propósito mais nobre: resgata a dignidade e a cidadania do produtor”, destacou.
O programa contempla operações inadimplentes contratadas por agricultores familiares entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2022. Os produtores que se enquadram podem procurar os canais de atendimento do banco para verificar sua elegibilidade.
“Hoje nós temos em toda área de atuação do Banco do Nordeste mais de 300 mil agricultores familiares que têm enquadramentos. Aqui em Sergipe são um pouco mais de 9 mil agricultores familiares”, informou o analista.
Condições vantajosas para os produtores
O Desenrola Rural oferece duas possibilidades aos agricultores: liquidação da dívida com desconto de até 80% ou renegociação com rebates de até 65% pela pontualidade nos pagamentos.
“Para operações de até 10 mil reais, o produtor tem 80% de desconto. Se ele hoje está devendo 5 mil, ele liquida com mil reais. Se está devendo 10 mil reais, ele liquida sua obrigação com 2 mil reais”, exemplificou Feitosa.
Feitosa concluiu destacando que a inadimplência afeta toda a estrutura familiar e econômica do agricultor, inclusive sua autoestima. “A ideia nossa é resgatar o acesso ao crédito para que esses agricultores possam ampliar suas áreas, modernizar, trazer novas tecnologias para as suas atividades rurais e dar sequência à sua produção”, finalizou.
Foto: Miza Tâmara