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Cade admite terceiro interessado em análise do aporte da United Airlines na Azul

Divulgação

No início do processo de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos, por meio do Chapter 11, estava prevista a entrada das duas companhias aéreas norte-americanas no capital da empresa

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) admitiu o Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPS Consumo) como terceiro interessado no processo que analisa a entrada da United Airlines no capital da Azul Linhas Aéreas.

O instituto solicitou ao órgão antitruste uma análise concorrencial aprofundada e conjunta dos investimentos previstos pela United Airlines e pela American Airlines na companhia brasileira.

Segundo a presidente do IPS Consumo, Juliana Pereira, os riscos à concorrência são “reais”, tanto pelo volume de recursos envolvidos (cerca de US$ 200 milhões em aportes projetados pelas duas companhias norte-americanas), quanto pela participação acionária combinada de 17,6%, pela presença simultânea em empresas concorrentes e pela indicação de representantes ao Comitê Estratégico da Azul.

No início do processo de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos, por meio do Chapter 11, estava prevista a entrada das duas companhias aéreas norte-americanas no capital da empresa. Até o momento, no entanto, a Azul tratou oficialmente apenas do aporte de US$ 100 milhões da United Airlines.

De acordo com informações apresentadas pelo IPS Consumo, a United deverá deter 8,8% da Azul e outros 8,8% do Grupo Abra. Na avaliação do instituto, participações acionárias desse porte conferem maior influência estratégica às empresas investidoras e podem gerar efeitos semelhantes aos de um arranjo cartelizado, mesmo sem a existência de um cartel formal.

A ex-conselheira do Cade Cristiane Alkmin afirmou que, caso não haja medidas regulatórias, o cenário pode resultar em redução da concorrência não apenas na rota Brasil–Estados Unidos, mas também no mercado aéreo doméstico. Segundo ela, Azul e Gol poderiam passar a atuar de forma coordenada, simulando os efeitos de uma fusão, com concentração de cerca de 60% do mercado, restando à Latam os outros 40%.

Concentração de poder

O IPS Consumo também chama atenção para a nova estrutura de governança da Azul, que prevê a criação de um Comitê Estratégico com cinco membros, sendo dois indicados pelas companhias norte-americanas. Com isso, United e American teriam 40% das cadeiras do colegiado responsável por decisões estratégicas, como endividamento, estratégias comerciais, escolha de aeronaves, definição de executivos e demais planos.

Segundo o instituto, a formação de maiorias decisórias dependeria da adesão de apenas mais um integrante do comitê, o que ampliaria significativamente a influência dos acionistas estrangeiros sobre os rumos da companhia.

Com informações do g1.

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