Caso Lael: MP oferece denúncia contra envolvidos na morte de advogado

Caso Lael: MP oferece denúncia contra envolvidos na morte de advogado (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) apresentou nesta terça-feira, 21, denúncia contra sete pessoas acusadas de envolvimento na morte do advogado José Lael de Souza Rodrigues, de 42 anos.

Entre os denunciados está a viúva da vítima, a médica Daniele Barreto. O crime ocorreu no dia 18 de outubro de 2024, quando o advogado foi assassinado a tiros. Na ação criminosa, o filho da vítima também ficou ferido.

De acordo com denúncia, o MP imputou aos acusados os crimes de homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio. Além disso, foi solicitado à Justiça que os denunciados sejam condenados a pagar indenização por danos morais aos familiares e herdeiros de Lael Rodrigues.

Os sete acusados, que já haviam sido indiciados pela Polícia Civil, tiveram suas prisões temporárias convertidas em preventivas após decisão judicial. Eles foram encaminhados a presídios no estado de Sergipe, onde permanecem à disposição da Justiça.

Transferência dos envolvidos para as unidades prisionais

Os sete investigados pelo assassinato de Lael Rodrigues foram transferidos para unidades prisionais de Sergipe no dia 10 de janeiro deste ano. De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc), as três mulheres envolvidas no caso foram encaminhadas ao Presídio Feminino (Prefem), em Nossa Senhora do Socorro, enquanto os quatro homens estão sob custódia no Complexo Penitenciário Antonio Jacinto Filho (Compajaf), em Aracaju.

Sobre o crime

Segundo a SSP, o advogado criminalista José Lael de Souza Rodrigues Junior foi morto em uma ação planejada pela esposa, Daniele Barreto, e por uma amiga dela. A motivação seria desconfianças sobre uma relação da esposa com pessoas próximas a ela, além de supostas questões relacionadas a valores financeiros em torno de um possível divórcio. A vítima foi morta após sair para comprar um açaí, pedido feito pela própria esposa, no dia 18 de outubro.

A defesa de Daniele tentou reverter a situação, no intuito de obter o benefício da prisão domiciliar, alegando que a médica mãe de uma criança de 10 anos e possui diversos pacientes, em estágio de pós-operatório, que dependem de suas orientações e cuidados. No entanto, a Justiça decidiu por manter a prisão da cirurgiã.

Cartas

No dia 21 de novembro, a imprensa divulgou cartas da médicarelatando abusos verbais, físicos e sexuais praticados pelo advogado. O teor da carta escrita à mão foi divulgado, com exclusividade, pelo jornal O Globo, em uma reportagem de Ulisses Campbell.

As cartas mostram relatos da médica, afirmando que sofreu agressões verbais, com xingamentos constantes, e diversas formas de violência física, além de abusos sexuais. Daniele destacou agressões como tapas e murros no corpo e rosto, além de puxões de cabelo, arrancando tufos.

No dia 22 do mesmo mês, a defesa da médica confirmou o teor das cartas e pediu atenção das autoridades que investigam o caso, destacando que se tratava de uma situação de violência doméstica.

por João Paulo Schneider 

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