A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu o primeiro passo para formalizar o trabalho dos árbitros no país. O presidente Samir Xaud informou que a entidade começará a contratar profissionais em regime exclusivo, com objetivos graduais que se estendem até 2027.
O anúncio, feito em 27 de janeiro de 2026, pretende corrigir um cenário considerado precário. Atualmente, árbitros atuam sob intensa cobrança e exposição pública, mas sem vínculo jurídico claro, estabilidade trabalhista ou proteção previdenciária.
De acordo com Xaud, o modelo prevê:
- duração contratual formal;
- dedicação exclusiva às competições organizadas pela CBF;
- programas de formação contínua;
- critérios objetivos de avaliação de desempenho;
- cobertura previdenciária e trabalhista.
Em 2020, especialistas já apontavam a urgência da profissionalização. Na época, argumentavam que o futebol havia se transformado em uma indústria bilionária, enquanto a arbitragem permanecia sem estrutura compatível com a responsabilidade exigida.
Com a medida, a CBF busca reduzir a insegurança jurídica e reforçar a credibilidade das competições. A entidade afirma que transparência, governança e respeito a garantias trabalhistas serão condições indispensáveis para o sucesso do programa.