A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que, já no Brasileirão de 2026, os árbitros inscritos nas categorias FIFA e CBF 1 passarão a ter contrato mensal fixo, bônus por produtividade e serão avaliados em um ranking de desempenho atualizado rodada a rodada.
Remuneração e benefícios
O novo modelo rompe com o formato em que o juiz só recebia se fosse escalado para uma partida. Agora, os profissionais terão:
• Salário base: quantia mensal que garante dedicação exclusiva a treinos físicos, estudos técnicos e sessões de VAR durante a semana;
• Taxa de jogo: valor adicional por cada partida trabalhada, mantido como complemento ao salário;
• Plano de saúde e previdência: benefícios típicos de vínculo empregatício formal.
Ranking dinâmico
A atuação em campo e no árbitro de vídeo será analisada por uma comissão independente. Erros considerados graves, como pênaltis não marcados ou expulsões equivocadas, resultarão em queda imediata na tabela de classificação.
Os árbitros mais bem colocados ganharão prioridade para apitar clássicos e confrontos decisivos, que oferecem taxas de jogo maiores. Já aqueles nas últimas posições ficarão afastados para reciclagem obrigatória — recebem o salário base, mas deixam de contar com as taxas por partida enquanto estiverem fora.
Objetivo é reduzir falhas e dar exclusividade
Segundo o presidente da comissão de arbitragem, a profissionalização pretende eliminar a necessidade de exercer outra atividade paralela. “Queremos que o árbitro possa se dedicar exclusivamente à profissão; isso tende a elevar o nível técnico e diminuir a dependência do VAR”, afirmou.
Clubes pedem mais transparência
A maioria das equipes da Série A aprovou a iniciativa, mas condicionou apoio à ampliação da transparência. O acordo prevê a liberação dos áudios do VAR às transmissões e aos estádios em tempo real, ou com atraso mínimo — medida que ainda passa por testes tecnológicos.
As mudanças entram em vigor no início da temporada 2026 do Campeonato Brasileiro.