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CBF recebe autorização da Fifa para liberar áudios de decisões sem revisão no VAR: ‘Avanço na transparência da arbitragem’

Nesta quarta-feira (8), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que recebeu a autorização da Fifa para divulgar o áudio das decisões do VAR que não tiveram revisão nas partidas.

Até então, o protocolo da entidade era claro: o site oficial da CBF só divulga o áudio de decisões que tiveram revisão do árbitro indo até o monitor. No entanto, após a polêmica no clássico São Paulo x Palmeiras, com ofício do time tricolor exigindo os áudios do pênalti de Allan em Marcos Antônio, além de outras decisões que o árbitro não foi ao monitor, a CBF precisou ir até a Fifa.

Cm o ‘ok’ da entidade máxima do futebol, a CBF agora divulgará os “lances sem revisão protocolar”. Os áudios e vídeos dos lances sem revisão protocolar serão disponibilizados em até 24 horas após o término da partida, respeitando diretrizes técnicas e operacionais acordadas com a FIFA.

Segundo o presidente Samir Xaud, essa medida reforça o compromisso da atual gestão da CBF em combater problemas históricos do futebol brasileiro.

“Desde o início da nossa gestão estamos atuando em problemas estruturais do futebol brasileiro, mexendo em questões que havia décadas demandavam mudanças. Já anunciamos o novo calendário do futebol masculino, estamos finalizando o do feminino e no mês que vem vamos divulgar as regras do fair play financeiro. A arbitragem está entre essas prioridades. Ampliamos agora a divulgação dos áudios, em nome da transparência. Vamos anunciar outras melhorias nas próximas semanas, integrando um plano de ação que já vem sendo elaborado desde que assumimos a CBF”, declarou.

“Sempre consultamos a FIFA em questões que fogem à rotina: regras, resoluções, protocolos ou determinações da própria IFAB/FIFA. Nessa consulta argumentamos que apresentar as checagens de grande impacto, mesmo sem ida do árbitro à cabine, reforçaria a integridade de nossas competições. Recebemos a liberação, para fins de instrução e transparência”, afirmou Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem.

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