• Home
  • Notícias
  • Cezinha era visto como capaz de atuar para emplacar vaga no STF, diz Dino

Cezinha era visto como capaz de atuar para emplacar vaga no STF, diz Dino

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal (STF), identificou indícios de que pessoas investigadas na Operação Transparência acreditavam que o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) tinha influência que poderia influenciar na composição da Suprema Corte.

A conclusão aparece na decisão que autorizou a terceira fase da operação da Polícia Federal, deflagrada nesta segunda-feira (14). O ponto é baseado em uma conversa entre Cezinha e a advogada Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, que teve o celular apreendido em uma fase anterior da investigação.

Em 16 de outubro de 2025, Mariângela encaminhou a Cezinha uma notícia sobre uma reunião mantida pelo deputado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o então advogado-geral da União, Jorge Messias. Na época, Messias era apontado como possível candidato a uma vaga no Supremo.

Na sequência, Mariângela escreveu ao deputado: “Tu vais fazer mais um!”. Para Dino, a frase, considerada no contexto das demais conversas analisadas pela PF, sugere que os envolvidos percebiam Cezinha como alguém com capacidade de influenciar a própria composição do STF.

A interpretação do ministro não aparece isoladamente na decisão. Segundo a investigação, as mensagens analisadas indicam que Mariângela e Valéria Rodrigues Linhares, mulher de Cezinha, teriam estabelecido uma parceria para buscar decisões favoráveis em processos no STF com o auxílio do deputado.

Em outro trecho, a decisão descreve Cezinha como responsável, segundo a hipótese investigativa, pelo contato pessoal e direto com ministros de tribunais superiores. O padrão identificado pela PF seria o envio de peças e memoriais ao deputado, seguido de mensagens nas quais ele afirmava ter “falado”, “despachado” ou “pedido” algo a um ministro.

Um dos diálogos considerados centrais ocorreu em 12 de junho de 2025. Na ocasião, Cezinha afirmou que falaria por vídeo com o ministro Kassio Nunes Marques e disse que já havia avisado “aquela pessoa que tinha um tema para tratar com ele”. Para a PF, os aparelhos do deputado podem esclarecer quem era essa pessoa e qual era o assunto.

A decisão, porém, faz uma ressalva: os ministros citados nas conversas não são investigados. Segundo o documento, não há elementos de que magistrados tenham solicitado, aceitado ou recebido vantagem indevida, nem de que tenham proferido decisões em desacordo com a lei. Eles aparecem nos autos como possíveis destinatários da influência alegada pelos investigados.

A defesa de Cezinha de Madureira afirmou que ele está à disposição das autoridades e que os fatos serão esclarecidos no devido processo legal, com a demonstração de que nenhuma irregularidade foi cometida.

Fonte: AJN1

últimas notícias

mais lidas

VEJA MAIS

Dinheiro na mão de todos faz a economia crescer

A economia de um país não pode ser medida apenas pelo desempenho da bolsa de…

Em Aracaju, SMTT prepara esquema especial de trânsito para três corridas de rua neste final de semana

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), realizará…