CNJ vai realizar novo Censo do Poder Judiciário

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai realizar um novo Censo do Poder Judiciário, pesquisa destinada a traçar o perfil de magistrados e magistradas que compõem o Poder Judiciário brasileiro, com o objetivo de atualizar dados.

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que o conhecimento quantitativo sobre o Judiciário é indispensável, mas precisa ser ampliado para detalhar a sua estrutura como forma de permitir ao CNJ a adoção de políticas e ações. “Precisamos conhecer a estrutura. Precisamos conhecer o funcionamento. E precisamos conhecer as pessoas. Essa informação é essencial para que o CNJ possa formular políticas judiciárias baseadas em evidências, orientar ações de formação e aperfeiçoamento, promover políticas de diversidade e inclusão, compreender as transformações da carreira e identificar, com maior precisão, os desafios que se apresentam às magistradas e aos magistrados brasileiros”, afirmou o ministro.

O Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ será responsável pela condução do censo. A secretária-geral do Conselho, juíza Clara Mota, destaca que a pesquisa vai renovar o conhecimento a respeito do Judiciário. “Conhecer o Poder Judiciário é também conhecer as mulheres e os homens que, diariamente, exercem a função de julgar em nome do Estado brasileiro”, ressaltou.

O primeiro Censo do Poder Judiciário foi realizado em 2013 e, posteriormente, atualizado em 2023. Entre as duas pesquisas, o CNJ realizou em 2018 o Perfil Sociodemográfico dos Magistrados Brasileiros, reunindo informações demográficas, sociais, de formação e de trajetória profissional.

“Uma Justiça que pretende servir adequadamente à sociedade precisa conhecer a si própria. A produção de conhecimento sobre a magistratura não é exercício meramente estatístico ou administrativo. É condição para o planejamento responsável do Poder Judiciário e para o aperfeiçoamento das políticas públicas judiciárias. O Censo deve, portanto, ser concebido com rigor metodológico, proteção da privacidade, segurança das informações e transparência quanto às suas finalidades”, declarou o presidente do CNJ.

Dados

Entre os dados que serão levantados no Censo estão a composição etária, regional, de gênero e étnico-racial da magistratura; trajetórias educacionais e profissionais; formação; transformações ocorridas no ingresso e na progressão na carreira; condições de exercício da jurisdição; percepções sobre a atividade judicial; desafios que enfrentam; e as expectativas que têm em relação ao futuro da magistratura.

Para a coordenadora do DPJ e juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Ana Aguiar, o novo Censo se soma a iniciativas já adotadas pelo Conselho no levantamento de dados do Judiciário. “O CNJ vem aprimorando, ano a ano, as ferramentas que possibilitam um conhecimento cada vez mais aprofundado do perfil da magistratura. O novo censo permitirá traçar um retrato atualizado de magistrados e magistradas, ao mesmo tempo em que dará continuidade à série histórica já consolidada, contribuindo para análises mais precisas e diagnósticos qualificados”, disse.

Os dados vão permitir que o CNJ possa formular políticas judiciárias baseadas em evidências, orientar ações de formação e aperfeiçoamento, promover políticas de diversidade e inclusão, compreender as transformações da carreira e identificar, com maior precisão, os desafios que se apresentam aos magistrados brasileiros. “Não se trata de substituir o Justiça em Números, os painéis de pessoal, os diagnósticos temáticos ou as pesquisas anteriores. Ao contrário: trata-se de integrá-los e complementá-los”, afirmou Clara Mota.

Fonte: AJN1

VEJA MAIS

Ouvidoria Itinerante do Ministério Público de Sergipe leva atendimento presencial aos Mercados Municipais de Aracaju

O Ministério Público do Estado de Sergipe (MP-SE) deu continuidade às ações do projeto Ouvidoria…

Iguá Sergipe abre inscrição para curso gratuito de Saneamento Hidráulico exclusivo para mulheres

Mulheres interessadas em ingressar ou se qualificar para atuar no setor de saneamento têm uma…

Três ministros do STF se aposentarão da Corte até 2030

O Supremo Tribunal Federal (STF) passará por uma mudança significativa de composição nos próximos quatro…