Por Barroso Guimarães
O Confiança, sob a gestão da SAF, era apontado como um dos grandes favoritos ao título do Campeonato Sergipano 2026, ao lado do tradicional Itabaiana.
A expectativa era de um Dragão dominante, com elenco reforçado e ambição clara de reconquista.
No entanto, o que se vê é uma campanha decepcionante, com futebol sem identidade e resultados que frustram a torcida.
O líder provisório Sergipe, com oito pontos após vitória convincente por 2 a 0 sobre o Falcon, expõe o abismo entre as projeções iniciais e a realidade azulina.
Sergipe não era favorito e tudo levava a crer que mais um ano seria de decepção, mas com a troca de presidente vem surpreendendo de forma positiva.
O Gipão, embalado por dois triunfos seguidos, joga com coesão e aproveita as chances, enquanto o Confiança patina em empates sem gols e derrota inesperada.
A queda por 2 a 1 para o Atlético Gloriense — primeira vitória histórica do Touro do Sertão sobre o Dragão — foi o golpe mais duro até agora.
Nem mesmo o gol de Ícaro no fim salvou o time da derrota e das críticas ferozes ao futebol apresentado.
O empate anterior em casa contra o Falcon já havia acendido os alertas: pouca criação ofensiva, defesa vulnerável e um meio-campo sem dinamismo.
Luizinho Vieira, longe de ser a primeira opção da diretoria, carrega o peso de escolhas táticas questionadas e descontentamento interno no elenco.
A torcida, que sonhava com hegemonia, agora cobra mudanças urgentes nas redes e nas arquibancadas.
O contraste com o Sergipe transforma o Clássico Maior do próximo sábado em um divisor de águas.
Uma derrota para o rival líder pode precipitar a demissão do treinador e abalar ainda mais a SAF.
O favoritismo pré-temporada evaporou, dando lugar a uma crise que exige correção imediata.
Resta saber se a diretoria agirá nos bastidores ou esperará o clássico para definir rumos.