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Conselho Consultivo se reúne para definir próximos capítulos da crise que ameaça Julio Casares no São Paulo – Futebol Sergipano

O São Paulo enfrenta, nesta terça-feira (6), uma etapa decisiva na crise política que pressiona o presidente Julio Casares a renunciar. O Conselho Consultivo, composto por ex-presidentes do clube e do Conselho Deliberativo, vai se reunir em meio à investigação da Polícia Civil sobre 35 saques em dinheiro vivo que somam R$ 11 milhões.

Possível recomendação de renúncia

Sem poder executivo, o Conselho Consultivo emite apenas pareceres, mas sua influência pode ser determinante. Há expectativa de que o grupo, que conta com nomes como Carlos Miguel Aidar — ex-mandatário que deixou o cargo em 2015 em caso semelhante —, sugira que Casares siga o mesmo caminho e entregue o cargo para conter a crise.

Trâmite do pedido de impeachment

Mais de 50 conselheiros protocolaram solicitação para destituir Casares. O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, tem até 22 de janeiro para convocar sessão extraordinária na qual o dirigente poderá se defender. Se Olten não agir dentro do prazo, o vice João Farias Júnior dispõe de 15 dias para chamar a reunião; em seguida, essa atribuição recai sobre o conselheiro signatário mais antigo.

Para que o impeachment avance, são necessários dois terços dos votos do Conselho Deliberativo — 171 dos 255 possíveis —, o que resultaria no afastamento provisório de Casares. Caso aprovado, uma Assembleia Geral de sócios deve ocorrer em até 30 dias para ratificar a decisão por maioria simples.

Se a destituição se confirmar, o vice-presidente Harry Massis Júnior assume o comando até a eleição indireta marcada para 2026, quando os próprios conselheiros escolhem o novo presidente.

Como a crise começou

O desgaste da atual gestão ganhou força após o vazamento de um áudio que expôs um esquema clandestino de venda de camarote no MorumBis durante shows. Os diretores Mara Casares e Douglas Schwartzmann, citados na gravação, pediram afastamento. O Ministério Público solicitou abertura de inquérito, e o clube instalou sindicâncias interna e externa.

Paralelamente, a Polícia Civil passou a investigar dirigentes por supostos desvios em negociações de jogadores. A saída de Carlos Belmonte da diretoria minou a base de apoio de Casares, embora o ex-dirigente tenha aprovado o orçamento de 2026.

A combinação de inquéritos policiais, pressões de torcidas organizadas e articulação da oposição criou o cenário atual, em que a renúncia ou o impeachment do presidente são-paulino se tornaram possibilidades concretas.

Com informações de UOL

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