A vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Desportiva Confiança, Danielle Ferreira, confirmou em entrevista ao radialista Raimundo Macedo, no programa Aperipê nos Esportes, que deve disputar espaço no processo eleitoral do clube, mas ainda não definiu se será candidata à Diretoria Executiva, ao Conselho Fiscal ou ao próprio Conselho de Administração.
Advogada de 36 anos, com trajetória na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE) e atuação em três gestões da entidade, Danielle destacou que seu nome surgiu como alternativa de consenso dentro do clube. Ela defendeu a união em torno de uma candidatura única para evitar divisões internas. “O Confiança vive um momento decisivo, seja na continuidade como associação ou na transformação em SAF. Precisamos discutir o futuro com diálogo e responsabilidade”, afirmou.
Torcedora declarada do Dragão, Danielle ressaltou também sua contribuição em áreas estratégicas do clube, como a presidência da comissão que conduziu a reforma do Estatuto aprovada em maio, além da atuação na comissão que analisa a proposta de Sociedade Anônima do Futebol apresentada recentemente por investidores.
Outro ponto de destaque em sua fala foi o protagonismo no fortalecimento do futebol feminino do Confiança. Em 2023, Danielle liderou o projeto de criação da categoria, chegando a investir recursos próprios. O time feminino foi campeão em sua estreia estadual e representou Sergipe no Campeonato Brasileiro. Agora, o clube participará do sub-17 e da Copa Maria Bonita, torneio nordestino organizado pela Rede Globo, FPF-PE e CBF.
Questionada sobre seu perfil, Danielle preferiu se apresentar como alguém que preza pelo consenso e pelo trabalho coletivo. “Nada do que conseguimos até agora foi feito sozinho. A minha marca é a construção coletiva, e acredito que esse é o caminho para o Confiança”, disse.
Sobre a SAF, a dirigente admitiu que, embora tenha tido reservas iniciais com o modelo, hoje entende que o processo é inevitável no futebol brasileiro. “É um caminho sem volta, inclusive para o Confiança. Mas deve ser feito com cuidado, preservando a história e garantindo segurança para que não seja uma aventura”, ponderou.
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