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Diogo Lemos, CEO da SAF Confiança, abre o jogo no Futebol Sergipano

Por Barroso Guimarães

O Futebol Sergipano vai a campo nesta edição com uma entrevista exclusiva de peso. O entrevistado da vez é Diogo Lemos, CEO da SAF Confiança. No comando da gestão executiva do Dragão, Diogo entra em campo para tratar de lances polêmicos e decisivos da temporada: a campanha abaixo do esperado, os bastidores da governança da SAF, o clima com a torcida e as primeiras movimentações para a montagem do elenco de 2027.

Na conversa, o dirigente rebate críticas, esclarece rumores sobre sua remuneração, comenta declarações do presidente Milton Barbosa e explica como será o jogo de contratações com a chegada do novo diretor de futebol. A bola já está rolando. Confira a íntegra.

Entrevista

Futebol Sergipano: Diogo, houve quem dissesse que, ao manter Ricardo Rezende no fim da temporada, o senhor já tinha jogado a toalha. Isso procede?

Diogo Lemos: Não, de forma alguma. Não é do meu perfil jogar a toalha. Naquele momento, avaliamos que o Ricardo era a melhor opção pelo conhecimento que ele tinha do elenco. Não conseguimos evitar o rebaixamento, mas não há garantia de que outro técnico conseguiria. Avaliamos que era a melhor saída para tentar reverter o quadro.

Futebol Sergipano: Ricardo foi contratado como auxiliar e técnico do sub-20. Hoje, o sub-20 está com Alexandre Santos. Qual é o cargo atual dele na SAF?

Diogo Lemos: Ricardo segue como auxiliar permanente do clube e também dá suporte à base, com toda a experiência que tem. Ele tem mais de 20 anos de futebol de base, passou por grandes equipes no Brasil e no exterior. Hoje, ele apoia a base e é auxiliar no profissional.

Futebol Sergipano: A campanha ficou abaixo do esperado. O que garantiu sua permanência como CEO? Houve renovação com a LG2?

Diogo Lemos: Há uma confusão sobre a governança da SAF. Não sou contratado pela LG2 e não renovo com a LG2. Sou funcionário da SAF, contratado pelo conselho de administração.

Não houve renovação nos termos que se fala. Foi debatida, no orçamento, minha permanência e a inclusão de novas posições no organograma. Houve entendimento unânime de que meu trabalho deveria continuar. Quem contrata a LG2 é o conselho. Ela presta consultoria à SAF.

Futebol Sergipano: Durante o Brasileiro, pessoas ligadas ao clube tentaram se aproximar para oferecer ajuda na condução do time?

Diogo Lemos: Não. Tenho contato direto com pessoas da associação e com o presidente da Federação. Sempre andamos alinhados. Também falo com representantes da associação no conselho de administração e no conselho fiscal, além da diretoria executiva. O Vinícius Porto é um grande amigo. Outros investidores também. Sempre tive muito contato com a associação e com a Federação.

Futebol Sergipano: Dizem que, quando Ricardo assumiu na reta final, o senhor entrou no campo e ficou perto dele nos treinos. O que fazia lá?

Diogo Lemos: Meu trabalho sempre foi o mesmo. Sempre estive presente nos processos e rotinas do clube. Nunca mudei em relação a treinador A ou B.

Futebol Sergipano: O senhor sempre fica perto dos técnicos, inclusive dentro do gramado?

Diogo Lemos: Sim. Tenho ótima relação com todos os treinadores que passaram por aqui.

Futebol Sergipano: Era para opinar no gramado ou só para dar apoio?

Diogo Lemos: Meu papel não é opinar no gramado. É dar suporte aos profissionais do clube. Meu trabalho sempre foi assim.

Futebol Sergipano: Antes, o torcedor era muito próximo. Jogadores iam à arquibancada, cantavam com a torcida. Neste ano, isso sumiu. Por quê?

Diogo Lemos: Isso está muito atrelado ao resultado. Quando tivemos bons resultados, final do Estadual, Copa do Brasil, o torcedor nos abraçou. O torcedor do Confiança sempre teve paixão e parceria.

Quando você perde, principalmente após o rebaixamento, o afastamento é natural. Não é exclusividade do Confiança. O torcedor mostra indignação. Faz parte do futebol. Temos que respeitar. O torcedor é soberano.

Na rua, sou muito respeitado pelo povo sergipano. Os resultados são o termômetro do comportamento da torcida, aqui e em qualquer clube.

Futebol Sergipano: O senhor conhece o Sergipano: campeonato duro, campos ruins. Com o novo diretor de futebol, virão jogadores mais guerreiros, prontos para esse tipo de jogo?

Diogo Lemos: O diretor de futebol terá autonomia esportiva. Ele prestará contas sobre orçamento e compartilhará opiniões, mas terá autonomia para trabalhar o dia a dia e as contratações, junto com toda a estrutura do clube.

Futebol Sergipano: Parte da torcida está na bronca e aponta o senhor como culpado pela campanha. Como o senhor lida com isso?

Diogo Lemos: Com naturalidade. A pressão é inerente ao futebol e, principalmente, ao meu cargo. Faz parte do meu trabalho suportar essa pressão e proteger o projeto.

Meu rosto está na linha de frente. Sou cobrado quando vai mal e serei exaltado quando for bem. Isso é futebol. Não tenho problema com isso.

Sou muito bem tratado em Aracaju e pelo povo sergipano. Não tenho queixa. Frequento os lugares e não mudei hábitos. Lido bem com a pressão e não tenho reclamação do torcedor.

Futebol Sergipano: Milton Dantas disse, em entrevista, que o senhor ganha R$ 50 mil e criticou a administração da SAF, defendendo mais gente na gestão. O que o senhor achou?

Diogo Lemos: Não ouvi ele falar da minha remuneração. Perguntei à assessoria e também não ouviram. Já disse que esse valor não é verdade. Pelo que conheço do Miltinho, seria deselegante da parte dele.

Críticas ao trabalho são um direito dele, pela representatividade que tem. Entendo que ele esteja pressionado, já que os dois clubes da federação foram rebaixados. Todo mundo precisa refletir sobre o futebol sergipano: Confiança, Itabaiana e a própria Federação.

Respeito o Miltinho e tenho ótima relação com ele. Da minha parte, respeito críticas, desde que não atinjam o lado pessoal. Encaro tudo com naturalidade.

Futebol Sergipano: O senhor pagou algum empréstimo de R$ 450 mil nesta temporada?

Diogo Lemos: Não.

Futebol Sergipano: Qual foi o empréstimo mais caro pago pela SAF para trazer um jogador?

Diogo Lemos: Trouxe diversos jogadores por empréstimo. Não posso falar de valores da companhia. Isso iria contra o estatuto da SAF. Contratei jogadores com custos variados, alguns de graça, outros dentro de um processo de trabalho. Não entendi a pergunta.

Futebol Sergipano: A ideia é saber se vieram jogadores caros que não renderam.

Diogo Lemos: Já respondi. Não existiu esse valor. Os contratos passaram pelos processos internos. Não cabe a mim falar remuneração de atleta. Posso até sofrer um processo se fizer isso.

Futebol Sergipano: Quem do elenco atual segue em 2027?

Diogo Lemos: O Confiança tem ativos no clube. O goleiro Kadu é ativo. Valdir segue até o fim de 2027. Patrick tem contrato de empréstimo. Madison também fica por contrato. Podem ser emprestados, mas têm vínculo com o clube.

Futebol Sergipano: Sassa não tem mais contrato?

Diogo Lemos: Não. O vínculo dele foi encerrado.

Futebol Sergipano: Diogo, obrigado pela entrevista. O Futebol Sergipano está à disposição para levar mais informações à nação azulina.

Diogo Lemos: Obrigado.

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